QUANDO
TERMINE
A CONTAGEM
REGRESIVA

Capítulo 8
OS DIAS SAGRADOS DE DEUS REVELAM A VERDADE



NA NOITE DO PESSACH, no dia em que Cristo foi morto, ele disse a seu Pai em uma das orações que ele fez: “A tua palavra é a verdade.” Deus é a fonte de tudo o que é verdadeiro. E o propósito deste livro é mostrar as verdades que Deus revelou por meio de Sua Igreja.

A possibilidade que uma pessoa pode ter de sobreviver ao que vai acontecer e de ajudar os outros para que eles também sobrevivam, depende de se a pessoa se prepara adequadamente para o que Deus revela que vai ocorrer. Deus quer ajudar àqueles que derem ouvidos a Ele e levar-lhes a uma nova era, o Milênio.

E a melhor maneira de se preparar para tudo isso é considerar honesta e sinceramente o que você está lendo neste livro. Ignorar o que está sendo exposto aqui ou pensar que tudo isso é falso é uma escolha pessoal. Uma escolha que terá consequências. Deus quer conceder Seu favor, quer ajudar àqueles que O buscam. Nós somos Sua criação. Existimos por causa do Seu amor e por causa do propósito que Ele tem para nós.

Se tomarmos a decisão de banir de nossas vidas as coisas que são falsas e aceitarmos o que é verdade - que só pode vir de Deus - então Deus vai nos abençoar e vai intervir a nosso favor, vai nos ajudar a sobreviver ao que em breve virá sobre todos na terra. E a melhor maneira de buscar a Deus é aceitar a verdade que Deus revela sobre Seu plano e Seu propósito através dos Dias Sagrados que Ele ordena que observemos. A realidade é que os Dias Sagrados de Deus revelam quem Deus é.

Uma pessoa só pode receber o favor e a ajuda de Deus se ela reconhecer honestamente que os ensinamentos e doutrinas do falso cristianismo são falsos. Isso significa que uma pessoa também deve escolher claramente rejeitar todos os ensinamentos e doutrinas supostamente “espirituais” de outras religiões.



Por que há tanta confusão religiosa?

Como já foi demonstrado neste livro, existem muitas ideias contraditórias sobre Deus e sobre Seu propósito para criar os seres humanos. As pessoas estão confusas, e frequentemente não concordam entre elas, sobre o que acontece quando morremos e depois que morremos. Se existe vida depois da morte, como é essa vida?

Há muito tempo, Deus instituiu determinados dias que os seres humanos devemos observar (celebrar) e que devemos reservar para uso e propósito sagrado. Esses dias revelam o plano e o propósito de Deus para a existência humana e também revelam o que há além da morte. Quando você entende o que esses dias realmente significam, isso lhe leva a uma melhor compreensão do próprio Deus e também da razão pela qual Deus nos criou e nos deu uma existência física, que é transitória.

A razão pela qual a maioria das pessoas não sabe, não entende nada sobre Deus e Seu plano e propósito para a existência humana é porque elas não sabem nada sobre a observância desses dias. E, portanto, elas não podem saber o que esses dias revelam. A razão pela qual Deus ordenou aos seres humanos guardar e observar esses dias da maneira que Ele disse é para que possamos conhecer realmente a Deus e compreender Seu amor por Sua criação.

Mas a natureza humana rejeita a Deus e muda a verdade sobre Deus por algo que lhe seja mais conveniente. Porque nossa natureza egoísta sempre procura viver de uma maneira que agrada a nós mesmos. Os seres humanos não queremos que ninguém nos diga como devemos viver. E assim as pessoas inventam religiões e ideias sobre Deus que são mais fáceis de aceitar para sua natureza tão orgulhosa.

O fato de as pessoas ignorarem e rejeitarem as instruções de Deus sobre como elas devem viver é algo que vai contra o bom senso. Afinal, foi Deus quem nos criou e Ele sabe de que maneira devemos viver para poder ter relacionamentos saudáveis, para poder ter paz, para poder ter uma vida feliz e produtiva. Os pais podem ver como seus filhos podem se rebelar contra eles enquanto eles se empenham para lhes ensinar o que eles acreditam ser o melhor para seus filhos. A sabedoria e o amor de Deus vão muito além da sabedoria e do amor de qualquer pai humano, e Deus sabe com toda certeza o que é melhor para nós. Mas Seus filhos se rebelam contra Ele.

Uma pessoa pode começar a desenvolver um relacionamento pessoal e sincero com Deus obedecendo ao mandamento de Deus de guardar o Shabbat. O Shabbat semanal nos dá uma visão geral do plano de Deus e os Shabbats anuais, que Deus também nos manda observar da maneira que Ele nos mostra, contêm detalhes mais específicos sobre Seu plano.



Os calendários geraram muita confusão

Antes de examinarmos mais de perto o mandamento de guardar o Shabbat semanal no sétimo dia, é necessário entender as diferenças que existem entre os diversos calendários seculares no que diz respeito à ordem dos dias da semana. Porque isso tem causado muita confusão sobre quando devemos observar o Shabbat de Deus.

A maioria das pessoas não sabe que em muitas nações o calendário mudou e hoje é muito diferente de como Deus disse que devemos manter o registro anual do tempo. Ao longo da história, foram muitas as tentativas de mudar a ordem dos dias da semana que Deus revela na Bíblia, de acordo com a qual o Shabbat é o sétimo dia da semana.

Na história recente, alguns países tentaram estandardizar os sistemas de medição em todo o mundo. E claro que nesta era da tecnologia moderna e grandes invenções, essa padronização é muito útil. Principalmente para o comércio mundial. Muitos sistemas de medição foram estandardizados. Por exemplo, muitos países adotaram o sistema métrico como seu sistema de medição; embora alguns países ainda se recusem a usar esse sistema.

Mas quando se trata de uma norma para representar data e hora, sempre houve muita confusão e muita discordância. Na história recente, as Nações Unidas desempenharam um papel muito importante em tudo isso. Na publicação ISO 8601: 1988, que como o título indica foi publicada em 1988, a Organização Internacional para a Padronização (ISO) introduziu um formato padrão para o calendário. E de acordo com esse padrão, o domingo é o sétimo dia da semana.

Antes mesmo dessa mudança, antes de 1988, vários países europeus já tinham mudado a ordem dos dias da semana em seus calendários. Mas o que muitos dos que participaram dessa padronização não foram capazes de entender é que havia um traiçoeiro propósito por trás dessas mudanças. A desculpa que eles deram para essa mudança foi estabelecer uma semana de trabalho de cinco dias, começando na segunda-feira e terminando na sexta-feira. Desta forma, o sábado é contado como o sexto dia da semana e o domingo o sétimo dia da semana.

Algo muito peculiar sobre essa mudança é que, quando as novas gerações leem que p Shabbat de Deus é no sétimo dia da semana, todas essas pessoas ficam totalmente convencidas de que o domingo é o dia correto para guardar o Shabbat de Deus, porque que de acordo com o seu calendário o domingo é o sétimo dia da semana. Mas essa suposição não é correta.

O judaísmo nunca perdeu a compreensão sobre o dia correto para guardar o Shabbat de Deus. Cristo estava de acordo com os judeus que o dia em que eles observaram o Shabbat semanal, o sétimo dia da semana, é o que Deus ordena. Os judeus sempre souberam o dia correto para guardar o Shabbat de Deus, o sétimo dia. Eles já faziam isso antes da época de Cristo e continuaram fazendo isso desde então.

Apenas algumas nações no mundo continuam usando um calendário que mostra a verdade, que permanece fiel à ordem correta dos dias da semana. Nesses calendários, o domingo é mostrado corretamente como o primeiro dia da semana e o sábado como o sétimo dia da semana, o dia correto para observar o Shabbat de Deus.

Os calendários nos que a semana começa na segunda-feira não são corretos, pois nesses calendários o domingo é o sétimo dia da semana. No entanto, esses são os calendários usados ​​na grande maioria das nações. Mas de acordo com a Bíblia, o domingo não é o sétimo dia da semana, não é o Shabbat de Deus.

Essa mudança na ordem dos dias da semana não é nenhuma novidade. Ao longo dos séculos, muitos tentaram fazer isso, em diferentes ocasiões. E toda vez que os seres humanos fazem esse tipo de coisa, eles vão contra o que Deus estabeleceu muito tempo atrás. Desde o começo, Deus deu aos seres humanos um sistema para medir o tempo, que de basa em um ciclo semanal de sete dias e nos meses de um ciclo anual.



O SHABBAT SEMANAL

Nosso criador

Você só pode começar um relacionamento verdadeiro e correto com Deus Todo-Poderoso e Eterno quando você chega a um ponto em que pode se humilhar diante de Deus e começa a observar o verdadeiro Shabbat semanal como Ele ordenou. Ninguém pode ter um relacionamento sincero e verdadeiro com Deus se não adora a Deus nos dias em que Ele revela que devemos adorá-Lo. Qualquer coisa diferente disso é desobediência a Deus e blasfêmia contra Deus.

Deus deseja que Sua criação O ouça e O adore verdadeiramente, como Cristo disse.

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade. (João 4: 23–24).

Não há outra maneira de adorar a Deus. Ele requer que O adoremos em verdade. E esses versículos mostram que chegará o momento quando o mundo começará a adorar a Deus em verdade. Isso é algo que as pessoas começarão a fazer em todo o mundo no Milênio, depois que Cristo volte. Já na época de Cristo, alguns poucos começaram a adorar a Deus dessa forma. E eles continuaram fazendo isto depois que a Igreja foi fundada, no ano 31 d.C.

Deus revela a importância do Shabbat semanal e também revela como Ele instituiu esse dia. Tudo isso está relacionado com o propósito e a razão pela qual Deus criou os seres humanos. O propósito do Shabbat semanal é recordar a todos a semana da criação - que foi quando Deus criou os seres humanos - e também o fato de que Deus é nosso Criador!

Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou (santificar significa reservar para uso e propósito sagrados) porque nele Deus descansou de toda obra realizada na Sua criação. (Gênesis 2:1-3).

Você pode encontrar mais informação sobre isso em outras publicações da Igreja de Deus. Muitas pessoas pensam que o que está escrito em Gênesis 1 e 2 se refere a quando Deus criou a Terra e o universo. Mas isso não é verdade. A Terra foi criada milhares de anos antes; talvez até mesmo milhões de anos antes. E isso deveria ser fácil de entender, porque há muitas evidências científicas disto.

A Terra foi originalmente criada com uma grande variedade de plantas e animais. Há muitas evidências disso em fósseis que podem ser encontrados por todo o planeta Terra. O que as pessoas ignoram é que quando Satanás se rebelou contra Deus, ele destruiu toda a vida no planeta Terra. Em um instante ele causou uma enorme devastação, já que sua intenção era destruir todo o planeta Terra.

Satanás usou o poder que ele então tinha para destruir vastas regiões do planeta Terra, fazendo com que a Terra saísse da sua órbita e da sua rotação, mergulhando todo o planeta Terra na completa escuridão. E como resultado disso, as temperaturas caíram tanto e tão rapidamente em todo o planeta que todas as plantas e animais se congelaram imediatamente.

Quando a Bíblia descreve o que Deus fez nos primeiros seis dias, isso não se refere a quando Deus criou a Terra. Porque Satanás não destruiu a Terra completamente. A Terra continuou existindo, embora tenha permanecido inabitável durante milhões, bilhões de anos talvez.

Quando aconteceu o que é descrito nos capítulos 1 e 2 do livro do Gênesis a Terra já existia. Deus então remodelou a face da Terra para que a vida pudesse existir nela novamente. E no sexto dia, no último dia dessa criação, Deus criou os seres humanos, compostos de matéria, e lhes deu uma existência que é efémera. E, como Deus revela na Bíblia, este foi o começo do pináculo de Sua criação.

Porque em seis dias fez (reestruturou, terminou Sua obra) o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do Shabbat e o santificou. (Êxodo 20:11).

Nos versículos anteriores a este, podemos ler o mandamento de Deus de guardar o sétimo dia da semana como Seu Shabbat. E devemos santificar esse dia, devemos separar esse dia como o verdadeiro dia sagrado da semana. A primeira lição que devemos aprender do Shabbat semanal é o que este versículo diz sobre Deus: Foi Deus quem criou a vida na Terra novamente. Ele é nosso Criador! E se você não pode entender ou crer que foi Deus quem nos criou, por que então dar ouvidos ao que Deus diz? Mas se Deus é nosso Criador, então é melhor que ouçamos com atenção tudo o que Ele diz.



Deus definiu o tempo

O Shabbat semanal é no sétimo dia da semana. E isto sempre foi assim. Desde a época de Adão e Eva. Da mesma forma que Deus determinou por meio da semana da criação que uma semana duraria sete dias, Deus também determinou que Seu plano para os seres humanos abrangeria um período de 7.000 anos.

Deus reservou os primeiros seis dias da semana para os seres humano, para que eles possam fazer seu trabalho, mas o sétimo dia, o Shabbat, deve ser dedicado a Deus. Deus também deu aos seres humanos 6.000 anos para eles viverem à sua própria maneira e seguirem seus próprios caminhos. Mas assim como o sétimo dia, o Shabbat, pertence a Deus, os últimos 1.000 anos também pertencem a Deus! E durante esse período de 1.000 anos os seres humanos deverão viver de acordo com os caminhos de Deus, porque esse período de tempo pertence a Deus!

Poucas pessoas acreditam que a história de Noé, a história de como Deus levou a Noé a um novo mundo, seja verdade. Nos tempos em que vivemos é ainda mais difícil para as pessoas crer que Deus está prestes a levar os seres humanos a um novo mundo novamente. Mas desta vez um mundo no qual o Reino de Deus governará todas as nações. Estes são os tempos em que vivemos! Muito em breve Deus estabelecerá o Milênio! E durante 1.000 anos o Reino de Deus governará todos os seres humanos.

Deve ficar claro que Deus reservou o sétimo dia pessoalmente, santificando-o. Deus não fez isso com nenhum outro dia da semana. A definição bíblica da palavra santificar é: reservar para uso e propósito sagrados. Deus não reservou o sexto dia da semana (a sexta-feira) ou o primeiro dia da semana (o domingo) para uso e propósito sagrados. Desde o começo, era o propósito de Deus reservar o sétimo dia para sempre, como um Shabbat semanal, para os seres humanos. Deus determinou os ciclos do tempo e disse aos seres humanos como devemos manter isto.

E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus (no firmamento) para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais (para mostrar quando é isto) e para tempos determinados (para as estações do ano) e para dias e anos. (Gênesis 1:14).

Em hebraico, a palavra “estações” significa “tempos determinados”. O que hoje chamamos “compromissos ou encontro”. O tempo é algo exato. Deus criou o tempo de tal forma que o tempo é um fator que podemos calcular. Podemos determinar uma hora específica para qualquer coisa que escolhermos. Desde o começo da semana da criação, Deus determinou períodos de tempo específicos - e Ele determinou isto pessoalmente - para os seres humanos. Esses períodos de tempo são compromissos que temos com Deus. O Shabbat semanal é um desses compromissos. E isso nunca muda. Todo sétimo dia da semana os seres humanos devemos ir a este encontro que temos com Deus! Deus deixa isso muito claro.

Depois, falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: “As solenidades (a tradução correta dessa palavra é datas determinadas. Essa não é a palavra em hebraico para solenidade) do SENHOR, que convocareis, serão santas convocações; estas são as Minhas solenidades.Seis dias obra se fará, mas o sétimo dia será Shabbat de descanso, santa convocação; nenhuma obra fareis; Shabbat do SENHOR é em todas as vossas habitações. Estas são as solenidades (as datas determinadas) do SENHOR, as santas convocações, que convocareis no seu tempo determinado: no mês primeiro, aos catorze do mês, ao anoitecer, (depois do pôr do sol), é o Pessach do SENHOR; e aos quinze dias (Esse é um dia sagrado anual, um Shabbat anual) deste mês é a Festa (e em hebraico essa palavra significa realmente festa) dos Pães Ázimos para o SENHOR: sete dias comereis pães sem fermento.” (Levítico 23:1-6).

Os seguidores do Cristianismo tradicional (os católicos, os protestantes, etc.) tentam invalidar o mandamento de Deus de que guardemos o Shabbat semanal no sétimo dia e também os Shabbat anuais mencionados aqui. Os outros nove mandamentos não representam nenhum problema para eles, mas eles tentam invalidar o quarto mandamento, que diz: “Lembre-se do Shabbat para santificá-lo.” (Êxodo 20: 8). Eles dizem que o mandamento de guardar o Shabbat já não está mais em vigor ou dizem que agora o Shabbat semanal é no domingo. Mas Deus disse que o mandamento de guardar o Shabbat no sétimo dia é uma aliança perpétua! (Êxodo 31:15-17).

Josué, o Cristo, mudou o sistema levítico, mudou as leis sobre os rituais e sacrifícios do Antigo Testamento para o Novo Testamento. Isso é o que a Bíblia diz. O sacrifício de Cristo pôs fim a tudo isso e agora já não temos que oferecer sacrifícios de animais. Já não necessitamos de um sistema levítico, com um sacerdócio que serve a Deus em um templo físico e oferece sacrifícios.

Agora Cristo é quem serve a Deus como Sumo Sacerdote no Templo espiritual de Deus. Ele cumpriu todo o sistema de sacrifícios e, portanto, não há necessidade de que essas coisas continuem existindo. Mas Cristo não invalidou ou aboliu as leis de Deus como afirmam muitos dos seguidores do cristianismo tradicional. Cristo aboliu apenas as leis relacionadas ao sistema levítico.

A lei de Deus, contida nos Dez Mandamentos, nunca mudou. Os apóstolos e a Igreja do Novo Testamento observavam o Shabbat no sétimo dia e os Shabbats anuais. Uns trinta anos depois da morte de Josué, o Cristo, o apóstolo Paulo continuava ensinando ao povo de Deus a importância de guardar o Shabbat, o Pessach e os dias Sagrados de Deus.

Porque, em certo lugar, disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia. (Hebreus 4:4).

Paulo explica que o povo de Israel se recusava a seguir as instruções de Deus e que eles não podiam fazer isso porque eles não tinham a fé necessária para isto. Fé que só podemos ter por meio do espírito de Deus. Paulo explica que Deus reservou um dia específico para que nesse dia as pessoas possam ouvir Sua voz, Suas instruções.

Por isso Deus estabelece outra vez um determinado dia novamente [Deus designou um dia específico. Deus santificou o sétimo dia], que é hoje, ao afirmar muito tempo depois, por meio de Davi, de acordo com o que fora dito antes: “Se hoje vocês ouvirem a Sua voz, não endureçam o coração”. (Hebreus 4:7).

Paulo é ainda mais específico quando ele explica isso a Igreja. Os seguidores do cristianismo tradicional não entendem o que Paulo está ensinando aqui. Eles até mesmo traduziram isso da maneira errada porque eles não reconhecem a importância desse dia que Deus nos manda guardar. E é claro que eles também não entendem o que esse dia representa.

Porque, se Josué [o Josué do Antigo Testamento, a pessoa que levou os filhos de Israel à terra prometida] lhes tivesse dado descanso, Deus não teria falado posteriormente a respeito de outro dia. Assim, ainda resta um descanso [o descanso do Shabbat. No texto grego original, a palavra usada aqui é sabatismos, que significa Shabbat] para o povo de Deus; pois todo aquele que entra no descanso de Deus, [o Shabbat de Deus] também descansa das suas obras, [deixa de seguir seus próprios caminhos e se esforça para viver de acordo com o caminho de vida de Deus] como Deus descansou das suas. [No sétimo dia Deus descansou de toda a Sua obra]. Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso, [o descanso do Shabbat] para que ninguém venha a cair, seguindo aquele exemplo de desobediência. (Hebreus 4: 8-11).

Paulo explica que Josué (a pessoa que assumiu a liderança do povo de Israel depois a morte de Moisés) não podia dar ao povo de Deus o tipo de descanso simbolizado pela observância do Shabbat. Durante quarenta anos, os filhos de Israel peregrinaram pelo deserto. E depois disso Josué os levou para a terra prometida, fisicamente, e não a esse tempo de descanso, que é o que representa o Shabbat, o sétimo dia da semana. Paulo explica aqui que o povo de Deus ainda não entrou no descanso simbolizado pelos últimos 1.000 anos (o Milênio), quando o governo de Deus reinará debaixo da autoridade do Messias. O Milênio é o descanso espiritual ao qual Josué, o Cristo, levará o povo de Deus.

Quando você guarda o Shabbat semanal de Deus, você pode aprender o que Deus está ensinando através disso. Todas as semanas você pode aprender sobre o plano e o propósito de Deus. É aos Shabbats (no Shabbat semanal e nos Shabbats anuais) que Deus ensina Seu povo e dá a Seu povo um maior crescimento espiritual e mais compreensão sobre Seu caminho de vida.

Os Shabbats de Deus (semanais e anuais) identificam o povo de Deus, são um sinal de quem é o povo de Deus, já que somente o Seu povo conhece e observa os Seus Shabbats em espírito e em verdade, como Ele ordena.

Santifiquem os Meus Shabbats, para que eles sejam um sinal entre nós. Então vocês saberão que Eu sou o SENHOR, o seu Deus. (Ezequiel 20:20).

Se você deseja realmente conhecer a Deus, primeiro você deve obedecer ao Seu mandamento de guardar (observar, comemorar) Seus Shabbats.

O sétimo dia de cada semana é o dia em que as pessoas devem descansar do trabalho que elas normalmente fazem nos outros dias da semana, porque Deus nos ordena não fazer nenhum trabalho habitual no Shabbat. E o mesmo se aplica aos Shabbats anuais (os Dias Sagrados). Não devemos fazer nenhum trabalho habitual nesses dias.

O Shabbat semanal e os Shabbats anuais devem ser reservados para uso e propósito sagrados por aqueles que guardam esses dias. Isso é o que Deus quer dizer quando diz que devemos santificar Seus Shabbats. O Shabbat semanal sempre cai no sétimo dia da semana, mas os Dias Sagrados que Deus nos ordena celebrar podem cair em diferentes dias da semana. Exceto um deles, o Dia de Pentecostes.

Os Shabbats de Deus devem ser reservados para que nesses dias possamos nos concentrar mais em Deus. Nesses dias devemos nos reunir com outras pessoas no que Deus descreve como santas convocações. Este é um período de tempo que devemos reservar (separar) para ouvir o que os ministros de Deus nos ensinam. Assim podemos passar mais tempo com outras pessoas que também separaram, reservaram esse período de tempo.



O PESAJ

A primeira observância anual

Eu mencionei antes que o Shabbat semanal nos mostra um esboço do plano de 7.000 anos de Deus para a humanidade. E as celebrações anuais ordenadas por Deus nos mostram mais detalhes desse grandioso plano e explicam esse plano de uma forma muito mais clara.

Deus deu aos seres humanos períodos de tempo “designados” semanais e períodos de tempo “designados” anuais que devemos observar e nos quais devemos ir à Sua presença. O primeiro desses períodos de tempo “designados” anuais não é um Shabbat, mas é um dia que devemos observar antes de observar qualquer dos Dias Sangrados, antes dos Shabbat anuais de Deus. Este período de tempo “designado” que devemos observar é o Pessach.

A cerimónia do Pessach é uma “santa convocação” que devemos observar logo no começo do dia do Pessach, depois do pôr do sol. O Pessach não é um Shabbat, não é um Dia Sagrado. E, portanto, podemos trabalhar nesse dia. E, nesse sentido, o Pessach é uma observância anual bastante única.

O plano de salvação de Deus começa com esse dia. Se você não aceitar o sacrifício do Pessach, Josué, o Cristo, você não pode começar um relacionamento com Deus. Se você aceitar a Josué, o Cristo, como nosso Pessach e observar o Pessach todos os anos, isso permitirá que você comece o processo de salvação, que produzirá as bênçãos que Deus deseja para todos. Os Dias Sagrados anuais que se seguem ao Pessach revelam esse plano de salvação, mas você não pode fazer parte desse plano antes de aceitar o sacrifício do Pessach. E é por isso que o Pessach é a primeira observância anual.

Ao longo dos séculos, muitos interpretaram mal, deturparam, distorceram e alteraram deliberadamente a verdade sobre quando o Pessach de Deus deve ser observado. As pessoas sempre negaram a verdade sobre o dia correto para observar o Pessach, da mesma maneira que elas sempre negaram a verdade sobre o dia correto para guardar o Shabbat semanal.

Satanás sempre quer enganar os seres humanos levando-lhes a crer algo diferente da verdade sobre o Shabbat semanal de Deus e sobre a observância do Pessach. Ele faz isso porque esses dois mandamentos são a base e o ponto de partida para que possamos desenvolver um relacionamento sincero e correto com Deus.

E foi essa nova igreja, ilegitimamente chamada de cristã na época do Império Romano, na época do Imperador Constantino, que mudou a observância do Shabbat semanal para o domingo e também proibiu a celebração do Pessach em todo o Império Romano. Eles então substituíram o Pessach por uma festa anual que eles chamam de páscoa.

Para todos os que desejam investigar isso mais a fundo, você pode encontrar informação detalhada e correta sobre quando o Pessach deve ser observado no site da Igreja de Deus, www.cog-pkg.org/pt/publicacoes, no artigo Quando Observar o Pessach.

É muito importante observar o Pessach no dia correto porque o Pessach é o meio principal para você começar a conhecer o verdadeiro Messias e começar a identificar as coisas que são falsas. Então você poderá identificar os falsos mestres, as falsas religiões e as organizações que toleram esses falsos ensinamentos. E quero deixar claro aqui que mesmo os seguidores do Judaísmo, que supostamente sabem isso melhor que os seguidores de qualquer outra religião, observam o Pessach no dia errado. Eles associam um significado e um simbolismo ao Pessach que não são corretos, pois é algo diferente do que Deus revelou.

Em Levítico 23 você pode encontrar uma lista de todos esses períodos de tempo designados que Deus nos deu. Esses períodos de tempo designados anuais começam com o Pessach.

No décimo quarto dia do primeiro mês, entre as duas tardes, é o Pessach do SENHOR. (Levítico 23:5).

Muitos conhecem a história do êxodo, quando Deus tirou os filhos de Israel do Egito. Foi então que Deus ordenou aos israelitas que observassem o Pessach como um período de tempo designado.

O SENHOR falou a Moisés e Arão na terra do Egito, dizendo: O SENHOR disse a Moisés e a Arão, no Egito: “Este deverá ser o primeiro mês do ano para vocês. [Isto é na primavera no hemisfério norte]. Digam a toda a comunidade de Israel que no décimo dia deste mês todo homem deverá separar um cordeiro, para a sua família, um para cada casa. (…) O animal escolhido será macho de um ano, sem defeito, e pode ser cordeiro ou cabrito. (Êxodo 12: 1-3, 5).

Este cordeiro sem defeito simbolizava Josué, o Cristo, que não tinha pecado. O apóstolo Pedro explicou isso à Igreja, dizendo:

Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito, (1 Pedro 1:18-19).

Então o relato em Êxodo mostra que isso simbolizaria o sangue derramado do Messias até o momento em que ele cumpriria isso. Os israelitas deviam matar um cordeiro para a celebração do Pessach. Eles deviam deixar que o sangue do cordeiro derramasse sobre a terra. E nessa primeira vez que eles observaram o Pessach no Egito, eles tiveram que pegar um pouco desse sangue e colocá-lo nos umbrais e na viga superior da porta de suas casas. O sangue de Cristo também seria derramado sobre a terra, porque ele cumpriria o que simbolizavam esses cordeiros como o verdadeiro Cordeiro de Deus.

Pegarão um pouco do sangue e o passarão nos dois umbrais e na viga superior da porta, nas casas em que o comerem. (Êxodo 12:7).

Naquela mesma noite passarei pela terra do Egito e matarei todos os primogénitos, tanto dos homens como dos animais. Assim cumprirei a sentença de juízo que lancei sobre os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR. O sangue vai servir de sinal nas casas em que vocês estiverem. Quando eu vir o sangue, passarei ao largo, [A tradução em inglês é passover. Pessach em inglês é Passover] sem ferir ninguém. Assim, a praga de destruição com a qual ferirei o Egito não atingirá vocês. (Versículos 12 e 13).

Isso simboliza o que Josué, o Cristo, faria por toda a humanidade. Ele é o nosso Pessach [Passover em inglês] e é por meio de seu sangue que podemos ser salvos do castigo do pecado, que é a morte eterna, uma sentença eterna.

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por meio de Josué, o Cristo, nosso Senhor. (Romanos 6:23).

O castigo pelos pecados que não são perdoados é a morte eterna - uma sentença eterna - nunca ser ressuscitado novamente.

Josué, o Cristo, o Filho de Deus, o Cordeiro de Deus, foi o sacrifício do Pessach de Deus por toda a humanidade, por meio do qual podemos ser salvos da morte. O castigo, a morte, passa ao largo de nós. [Passover em inglês]. É aqui que devemos começar no plano de salvação de Deus. Tudo começa com Josué, o Cristo. Todos nós merecemos esse castigo, merecemos morrer, por nossos pecados até que aceitemos o sacrifício de Cristo que nos purifica de nossos pecados, se nos arrependermos. Somente o sangue de Cristo, que morreu em nosso lugar, pode nos livrar desse castigo. Este é o sacrifício do Pessach de Deus por nós.

Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem (Adão), e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram. (Romanos 5:12).

Antes de poder começar um relacionamento com Deus Pai, primeiro nossos pecados devem ser perdoados. É só através do arrependimento e do batismo que podemos começar o processo de ser libertados da nossa natureza humana egoísta e do poder de Satanás, que mantém as pessoas nas trevas e no engano. Este é o plano de Deus para nos libertar do Egito espiritual.

Pois Ele [Deus] nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do Seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados. (Colossenses 1: 13-14).

A Igreja de Deus celebra esta cerimónia anual da mesma forma que Cristo a celebrou com os seus discípulos na noite do Pessach, depois de jantar com eles por última vez. Uns 20 anos depois da morte de Cristo, o apóstolo Paulo deu instruções à Igreja de Deus em Corinto enfatizando a importância de observar o Pessach anual de uma determinada maneira.

Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: Que o Senhor Josué, o Cristo, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isso sempre que o beberem em memória de mim”. Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha. (1 Coríntios 11: 23-26).

Com essas instruções para a Igreja (o Israel espiritual de Deus), Josué, o Cristo, instituiu os novos símbolos do Pessach na mesma noite em que os israelitas tinham o costume de matar, assar e comer o cordeiro do Pessach. Todos os anos, na noite do 14º dia do primeiro mês, os israelitas deviam celebrar essa data matando e comendo um cordeiro. Agora, todos os anos a Igreja de Deus deve tomar desses símbolos, que simbolizam a carne e o sangue do Cordeiro de Deus. A carne é simbolizada por um pedaço de pão sem fermento, que devemos comer, e o sangue, por um pouco de vinho, que devemos beber.

Como já expliquei, Deus deu aos seres humanos sinais para que possamos medir o tempo, para que possamos saber quando um dia começa e termina. Um novo dia começa no momento em que o sol se põe. A cerimônia do Pessach é no começo do dia, logo depois do pôr do sol. E Josué, o Cristo, também cumpriu tudo que devia acontecer na parte diurna do Pessach.

Quando o povo de Israel celebrava o Pessach, cada família tinha que matar e comer um cordeiro. A Bíblia descreve isso como “o sacrifício do Pessach do SENHOR”. E tanto o que os israelitas faziam - comer um cordeiro na noite do 14º dia - como o que a Igreja de Deus faz - comer um pedaço de pão sem fermento e beber um pouco de vinho - representam o fato de que Deus entregou Seu Filho para ser sacrificado por toda a humanidade. Isso também mostra que o Messias entregou sua vida voluntariamente como esse sacrifício. Deus Pai, e Josué, o Cristo, fizeram esse sacrifício pela humanidade voluntariamente. E, portanto, esse foi verdadeiramente “o sacrifício do Pessach do SENHOR”.

A verdade é que Cristo morreu na tarde do dia do Pessach. E assim ele também cumpriu o que os israelitas faziam nesse mesmo período de tempo, já que depois da cerimónia do Pessach eles começavam a preparação para a Festa dos Pães Ázimos. Na tarde do dia do Pessach era costume dos israelitas se preparar para o primeiro Dia Sagrado anual, o primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos, que começa logo depois do Pessach, depois do pôr do sol.

Na tarde do Pessach eles matavam os animais que seriam sacrificados e faziam todos os preparativos para a Festa dos Pães Ázimos. Mas a própria festa e as oferendas que eles apresentavam no altar não podiam começar antes do pôr do sol, quando o Dia Sagrado começava.

Na Bíblia, os animais que eles sacrificavam na tarde do Pessach, em preparação para o primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos, são chamados de “oferendas do Pessach”. Quando a Bíblia fala de “sacrificar o Pessach”, isso inclui tanto “o Pessach do SENHOR”, o cordeiro que eles matavam e comiam na noite do 14º dia, como o sacrifício dos animais que eles preparavam na tarde do Pessach, que eram oferecidos a Deus depois do pôr do sol.

Tudo o que acontecia no dia do Pessach, tanto durante o dia como durante a noite, tem um importante significado em todo o simbolismo do que Josué, o Cristo, cumpriu durante a sua vida e com a sua morte.



OS SHABBATS ANUAIS - OS DIAS SAGRADOS ANUAIS

A FESTA DOS PÃES ÁZIMOS

Depois que aceitamos o sacrifício do Pessach, que Josué, o Cristo, cumpriu para pagar a pena por nossos pecados, podemos seguir em frente com o plano de Deus para nós. Então podemos nos concentrar no significado da celebração da Festa dos Pães Ázimos.

O primeiro dia e o sétimo dia da Festa dos Pães Ázimos são Shabbats anuais, são Dias Sagrados anuais. O primeiro Shabbat anual, que é o primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos, começa logo depois do Pessach, ao pôr do sol.

No décimo quinto dia do mesmo mês começa a Festa dos Pães Ázimos, uma celebração em homenagem ao SENHOR. Durante sete dias vocês comerão pães sem fermento. No primeiro dia vocês terão uma santa convocação (como o Shabbat semanal esse também é um dia em que Deus ordena a Seu povo que se reúna) e não realizem trabalho algum. Durante sete dias apresentem ao SENHOR ofertas preparadas no fogo. E no sétimo dia terão uma santa convocação (do hebraico = uma reunião que Deus ordena) e não realizem trabalho algum”. (Levítico 23:6-8).

Esse período de “tempo designado” dura uma semana. Durante toda esta semana devemos comer pão ázimo. E durante todo este período de tempo não podemos comer nada que contenha fermento e não podemos ter em nossas casas fermento ou produtos que contenham fermento, como pão, biscoito, bolo, etc.

O simbolismo contido nessa observância é que o fermento faz com que a massa fique “inflada”, da mesma forma que o orgulho nos “infla”. O fermento simboliza o pecado. O fermento simboliza uma “atitude de orgulho” contra as leis de Deus. Nossa tendência é viver como queremos, em vez de refletir a vontade de Deus na maneira como vivemos. Comer pão sem fermento simboliza nosso desejo de obedecer a Deus e de viver de acordo com Seu caminho de vida; nosso desejo de comer espiritualmente o pão sem fermento da vida.

Isso também simboliza Josué, o Cristo, que não cometeu pecado, que viveu uma vida sem fermento. Isso é o que fazemos na Igreja na noite do Pessach, quando comemos um pedaço de pão sem fermento como símbolo do corpo de Cristo, que foi partido por nós. Josué, o Cristo, descreveu esse processo no livro de João.

E agora que você sabe um pouco mais sobre o Pessach e a Festa dos Pães Ázimos, você pode entender quão reveladores são os seguintes versículos.

“Nós também queremos realizar as obras de Deus”, disseram eles. “O que devemos fazer?” Josué lhes disse: “Esta é a única obra que Deus quer de vocês: creiam naquele que Ele enviou”. Eles responderam: “Se deseja que creiamos em você, mostre-nos um sinal. O que o você pode fazer? Afinal, nossos antepassados comeram maná no deserto! As Escrituras dizem: ‘Moisés lhes deu de comer pão do céu’”. Josué, o Cristo, disse: “Eu lhes digo a verdade: não foi Moisés quem lhes deu pão do céu. É meu Pai quem dá o verdadeiro pão do céu a vocês. O verdadeiro pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. “Senhor, dê-nos desse pão todos os dias”, disseram eles. Josué respondeu: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome. Quem crê em mim nunca mais terá sede. Mas vocês não creram em mim, embora me tenham visto. Contudo, aqueles que o Pai me dá virão a mim, e eu jamais os rejeitarei. Pois desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou, e não minha própria vontade”. (João 6: 28–38).

Então os judeus começaram a criticá-lo, pois ele havia afirmado: “Eu sou o pão que desceu do céu”. Diziam: “Este não é Josué, filho de José? Conhecemos seu pai e sua mãe. Como ele pode dizer: ‘Desci do céu?’”. Josué, porém, respondeu: “Parem de me criticar. Pois ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer a mim; e no último dia eu o ressuscitarei.” (João 6: 41–44).

“Sim, eu sou o pão da vida! Seus antepassados comeram maná no deserto, mas morreram; quem comer o pão do céu, no entanto, jamais morrerá. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá para sempre; e este pão, que eu oferecerei para que o mundo viva, é a minha carne”. Então os judeus começaram a discutir entre si a respeito do que ele queria dizer. “Como pode esse homem nos dar sua carne para comer?”, perguntavam. Então Josué disse novamente: “Eu lhes digo a verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, não terão a vida em si mesmos. (João 6: 48–53).

Josué, o Cristo, explicou que se uma pessoa não aceita o sacrifício do Pessach (quem não comer a carne do Filho do Homem e beber o seu sangue), essa pessoa não pode ter a vida de Deus nela (não terá vida em si mesmos) pelo poder de Seu espírito. Uma pessoa continua vivendo em pecado até que isso se torne realidade em sua vida. Primeiro, a pessoa deve aceitar o Pessach para poder sair do pecado e viver de acordo com o caminho de vida de Deus, para poder ser sem fermento. Somente aqueles que aceitam Josué, o Cristo, como seu Pessach e são batizados, podem participar da cerimônia anual do Pessach.

Depois que somos batizados e nossos pecados são perdoados, devemos começar a fazer mudanças em nossas vidas. Ao contrário do que ensina o cristianismo tradicional, não podemos simplesmente continuar sendo como somos e simplesmente aceitar a graça de Deus. Devemos fazer mudanças na nossa maneira de viver e nos tornar uma nova criação em Deus (2 Coríntios 5:17). Não podemos continuar vivendo da mesma maneira que vivíamos antes do batismo. Embora continuamos tendo a mesma natureza em nós, contra a qual teremos que lutar o resto de nossas vidas.

Receber o Pessach, Josué, o Cristo, em nossas vidas quando somos batizados é apenas o começo de um processo de arrependimento e de uma luta que dura a vida toda, para poder vencer nossa natureza. Todos os anos quando celebramos o Pessach reconhecemos que precisamos nos arrepender continuamente, que precisamos sair do pecado e estar cada vez mais em unidade com Deus e com Seu Filho.

Paulo repreendeu os coríntios em uma situação na que duas pessoas estavam se gabando de sua desobediência a Deus diante da congregação. A Igreja estava se preparando para observar a temporada do Pessach e a Festa dos Pães Ázimos, e Paulo aproveitou a ocasião para mostrar-lhes seu erro.

Não é boa vossa jactancia. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? (1 Coríntios 5: 6)

Paulo mostrou claramente a atitude arrogante dos coríntios (sua “jactancia”) ao ignorar conscientemente o pecado. Paulo explicou que o pecado é como o fermento; basta uma quantidade muito pequena para levedar toda a massa, para inflar toda a massa. A lição aqui é que se o pecado não for cortado pela raiz de imediato, ele pode se espalhar por toda a Igreja rapidamente.

Livrem-se [em grego esta palavra significa limpar a fundo] do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Pessach, já foi sacrificado por nós. (1 Coríntios 5:7).

Paulo lhes disse que eles deviam se livrar do fermento, do pecado, para poder se tornar uma nova massa, para poder viver uma nova forma de vida e serem renovados no caminho de vida de Deus através da obediência. .

Eles não estavam se esforçando o suficiente para tira o pecado de suas vidas. Os seres humanos sempre teremos fermento (pecado) em nossas vidas, mas devemos nos livrar de nossos pecados quando eles forem revelados a nós. Nesses versículos, Paulo também fala sobre o fato de que eles estavam observando a Festa dos Pães Ázimos, espiritualmente, e que, como parte dessa observância, eles haviam tirado todo o fermento de suas casas (fisicamente) durante esse período de tempo. ...e sem fermento, como realmente são. (Fisicamente).

Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho (o pecado), nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade. (1 Coríntios 5: 8).

O cristianismo tradicional não ensina sobre esses versículos, que foram escritos muito depois que Cristo morresse como nosso Pessach. Eles também não ensinam que devemos continuar obedecendo ao mandamento de Deus de guardar os Dias Sagrados anuais da Festa dos Pães Ázimos, como mostra esse versículo. Paulo explicou que esses dias devem ser observados no espírito daquilo que eles ensinam e que devemos viver sem fermento - sem pecado - em sincera obediência a Deus, vivendo de acordo com Seu caminho de vida.

Embora o cristianismo tradicional ensine que as leis do Antigo Testamento foram anuladas, deveria ser óbvio que isso não é verdade. Versículos como este deixam bem claro que a Igreja primitiva do Novo Testamento celebrava a Festa anual dos Pães Ázimos. Isso deve ser óbvio. Em outras passagens da Bíblia, também fica claro que eles guardavam o Shabbat semanal no sétimo dia e que também celebravam outros Dias Sagrados anuais.

A obediência a Deus nessas questões era simplesmente uma forma de vida para a Igreja. Há muitas passagens na Bíblia que demonstram essa verdade. O Novo Testamento não foi escrito da mesma forma que o Antigo Testamento, quando a lei de Deus foi dada ao povo de Israel. O período do Novo Testamento é simplesmente um testemunho de como a Igreja se esforçava para viver de acordo com a lei de Deus. A mesma lei que Ele tinha lhes dado muito tempo atrás. O Novo Testamento não foi escrito para convencer as pessoas de que a lei de Deus ainda está em vigor, porque isso é simplesmente um fato.

A Festa dos Pães Ázimos nos ensina que depois do batismo, depois que nossos pecados são perdoados através de Cristo, devemos começar a sair do Egito espiritual, devemos começar a sair do pecado e da escravidão em que estamos. Devemos começar um processo de mudanças e viver de uma maneira diferente, em um novo caminho de vida. Quando a Bíblia fala de conversão, isso significa que devemos mudar nossa antiga maneira de viver, a maneira de viver da natureza humana, e começar a viver de uma maneira diferente, de uma maneira nova e correta, de acordo com o caminho de vida de Deus. O batismo é apenas o começo desse processo de sair do pecado. Devemos continuar com esse processo nos arrependendo continuamente e durante toda nossa vida devemos continuar saindo do pecado.

As igrejas deste mundo não pregam sobre essa verdade. Elas ensinam que estamos debaixo da graça por causa do sacrifício de Cristo e que a lei foi abolida. Para eles “graça” significa não estar sujeitos a lei de Deus. Mas é isso não é o que significa a “graça” da que a Bíblia fala.

Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? [Paulo pergunta: Se a lei foi substituída pela graça, devemos pecar ainda mais para que a graça de Deus seja ainda maior em nossas vidas?] De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo no pecado? Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados [em grego a palavra batismo significa ser totalmente imerso na água] em Josué, o Cristo, fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. [Pela obediência ao caminho de vida de Deus]. Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Pois sabemos que o nosso velho homem [nossa velha maneira de viver antes do batismo] foi pregado com ele no madeiro, para que o corpo do pecado seja destruído, [em grego essa palavra significa se livrar totalmente de algo] e não mais sejamos escravos do pecado. (Romanos 6: 1-6).

A lei de Deus não foi revogada ou destruída. O que nós temos que destruir, eliminar, é nosso “velho homem”, nossa vida de pecado. Devemos sair da tumba de água do batismo e começar a viver uma nova vida, como uma nova criação em Deus, como Paulo escreveu aos Efésios.

Quanto à sua antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade. (Efésios 4:22-24).

Sair do Egito espiritualmente e nos tornar sem fermento é uma batalha que dura toda nossa vida. Em Romanos 7, Paulo nos explica que estamos em uma batalha, que devemos lutar constantemente contra nossa natureza humana. E esta fase do plano de Deus nos mostra o começo de um processo de libertação. Somos libertados da escravidão ao mesmo tempo que estamos lutando contra o pecado. Temos que lutar contra nossa natureza humana e nos esforçar para viver de acordo com o caminho de vida de Deus, que é justo e verdadeiro. É através desse processo, através dessa luta, que Deus pode desenvolver um caráter santo e justo em nós.

Deus nos ordena que durante os sete dias da Festa dos Pães Ázimos, retiremos todo o fermento de nossas casas e que comamos somente pães sem fermento. Da mesma forma, Deus também nos diz que devemos retirar o fermento (o pecado) de nossas vidas e que comamos somente o verdadeiro pão sem fermento da vida, que Deus nos dá através de Josué, o Cristo.



O DIA DE PENTECOSTES

O seguinte passo no plano de salvação de Deus é representado pelo Dia de Pentecostes (também conhecido como a Festa das Primícias). Eu já falei sobre este Dia Sagrado anual neste livro quando mencionei o que Deus revelou à Sua Igreja sobre quando Seu Filho vai voltar como Rei dos reis. Em 2008, Deus revelou que Josué, o Cristo, vai voltar a essa terra em um Dia Sagrado anual de Pentecostes e não em uma Festa das Trombetas, como a Igreja antes pensava.

A palavra pentecoste vem da palavra grega pentēkostḗ, que significa “contar cinquenta”. Só podemos saber a data em que temos esse encontro com Deus, esse período de tempo designado, se compreendermos e observarmos o Pessach e a Festa dos Pães Ázimos. Deus nos diz claramente que devemos começar a contar em um determinado dia dentro dos dias da Festa dos Pães Ázimos para saber quando devemos nos reunir em Sua presença nesse terceiro Shabbat anual.

O plano de Deus se desenrola de uma maneira ordenada e contínua. Cada Dia Sagrado revela, de forma gradual, mais sobre o processo pelo qual o ser humano pode receber a salvação e se tornar parte da família espiritual de Deus. E todos os Dias Sagrados de Deus são listados de uma maneira muito ordenada no Livro de Levítico.

Dê as seguintes instruções ao povo de Israel. “Quando entrarem na terra que Eu lhes dou e começarem a primeira colheita, levem ao sacerdote um feixe de cereais do começo da colheita. [Em algumas traduções, a palavra começo foi erroneamente traduzida como primícias, mas em hebraico a palavra usada aqui significa princípio ou começo.] No dia depois do Shabbat, [o Shabbat semanal], o sacerdote moverá o feixe para o alto diante do SENHOR, para que seja aceito em favor de vocês. (Levítico 23:10-11).

Você não pode saber quando ou como observar o Dia de Pentecostes se você não entende a instrução que Deus deu aos israelitas nesses versículos sobre como eles deveriam observar a Festa dos Pães Ázimos. Ao ler os versículos a continuação, você deve começar a entender que Deus vinculou a importância do que é revelado no significado dos Dias dos Pães Ázimos com o significado do seguinte Dia Sagrado, que é o Dia de Pentecostes.

O período de tempo mencionado nesses versículos é dentro da temporada do Pessach; mais especificamente durante a Festa dos Pães Ázimos. Em Israel, eles costumavam ter duas colheitas por ano: uma colheita temporona, que não era muito abundante, na primavera, e uma colheita maior, no outono. Isso também simboliza o plano de salvação de Deus. E explicarei isto mais adiante quando explique outro dos Shabbats anuais.

Em Israel, muitos dos cultivos de primavera já estão prontos para serem colhidos antes do Pessach. Deus deu a Israel instruções muito específicas para as cerimônias relacionadas a esta colheita temporona, que eles deviam observar durante a Festa dos Pães Ázimos.

Vocês não poderão comer pão algum, nem cereal tostado, nem cereal novo, até o dia em que trouxerem essa oferenda a Deus. Este é um decreto perpétuo para as suas gerações, onde quer que morarem. (Levítico 23:14).

De acordo com essas instruções, os israelitas deviam levar ao sacerdote um feixe dos primeiros grãos colhidos. O sacerdote guardava este feixe para oferecer isto a Deus em uma cerimônia que era celebrada durante a Festa dos Pães Ázimos. E embora eles pudessem começar com a colheita antes, eles não podiam comer nada da nova colheita até depois dessa cerimônia. E o simbolismo contido em tudo isso é sobremodo revelador.

Este feixe devia ser movido diante de Deus como uma oferenda durante uma cerimônia que sempre era celebrada no primeiro dia da semana (no domingo) durante a Festa dos Pães Ázimos. A “Oferenda do Feixe Movido” simbolizava Josué, o Cristo. Cristo teve que se apresentar diante de Deus para ser “aceito” por Deus. E Cristo cumpriu esse simbolismo quando foi recebido pelo Pai depois que ele foi ressuscitado.

Eu já mencionei que Josué, o Cristo, ressuscitou no final do Shabbat semanal, no sétimo dia da semana. Mas Cristo só subiu a Deus várias horas depois, na manhã seguinte, no primeiro dia da semana. Podemos ver isso claramente na narração sobre quando Maria foi ao túmulo, ainda de manhã cedo no primeiro dia da semana, durante a Festa dos Pães Ázimos. E ao ver que o corpo de Josué não estava na tumba, Maria Madalena perguntou onde eles tinham colocado o corpo de Cristo, pois ela não sabia que Cristo já tinha sido ressuscitado na noite anterior.

Maria, porém, ficou à entrada do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, curvou-se para olhar dentro do sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que você está chorando?” “Levaram embora o meu Senhor”, respondeu ela, “e não sei onde o puseram”. Nisso ela se voltou e viu Josué ali, em pé, mas não o reconheceu. Disse ele: “Mulher, por que está chorando? Quem você está procurando?” Pensando que fosse o jardineiro, ela disse: “Se o senhor o levou embora, diga-me onde o colocou, e eu o levarei”. Josué lhe disse: “Maria!” Então, voltando-se para ele, Maria exclamou: “Rabôni!” (que em aramaico significa “Mestre!”). Josué disse: “Não me toque, pois ainda não voltei para o Pai. Vá, porém, a meus irmãos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês”. (João 20: 11-17).

Mateus nos conta o que aconteceu depois disso, quando Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, voltaram para contar aos discípulos o que Josué havia dito a Maria Madalena. É importante observar quando foi que isso aconteceu. E observe a diferença entre o que aconteceu desta vez e o que aconteceu na vez anterior, quando Cristo disse a Maria que não o tocasse.

No caminho, Josué as encontrou e as cumprimentou. Elas correram para ele, abraçaram seus pés e o adoraram. Então Josué lhes disse: “Não tenham medo! Vão e digam a meus irmãos que se dirijam à Galileia. Lá eles me verão”. (Mateus 28: 9-10).

Maria Madalena foi a primeira pessoa a quem Josué, o Cristo, apareceu naquela manhã de domingo. Ele falou com ela duas vezes: a primeira vez quando ela estava no túmulo e a segunda vez quando ela estava indo contar aos discípulos o que Cristo tinha dito a ela que dissesse a eles.

A primeira vez, Cristo disse a Maria que não o tocasse porque ele ainda não tinha ascendido a Deus. Ele disse isso a ela porque primeiro ele tinha que cumprir o simbolismo da oferenda do feixe que o sumo sacerdote balançava diante de Deus na manhã do primeiro dia da semana, durante os Dias dos Pães Ázimos. Depois de ser ressuscitado, Cristo teve que se apresentar a Deus para ser aceito por Deus como a Oferenda do Feixe Movido por toda a humanidade.

Esta era uma cerimônia curta, uma cerimônia rápida que era oficiada pelo sumo sacerdote. O cumprimento do simbolismo contido nessa cerimónia também foi rápido, pois quando Cristo falou com Maria perto do sepulcro ele disse a ela que não o tocasse mas pouco depois, quando Maria e as outras mulheres estavam indo contar aos discípulos o que tinha acontecido, Josué lhes apareceu novamente e desta vez ele permitiu que elas o abraçassem, porque então ele já tinha cumprido o simbolismo da Oferenda do Feixe Movido.

Josué, o Cristo, cumpriu perfeitamente todo o simbolismo do Pessach e também cumpriu o simbolismo dessa oferenda do feixe de grãos que era balançado diante de Deus no primeiro dia da semana, durante a Festa dos Pães Ázimos.

E agora podemos continuar com as instruções sobre como contar para saber quando celebrar o Dia de Pentecostes, como está escrito no livro de Levítico.

A partir do dia seguinte ao Shabbat, o dia em que vocês trarão o feixe da oferenda ritualmente movida, contem sete semanas completas. Contem cinquenta dias, até um dia depois do sétimo Shabbat, e então apresentem uma oferenda de cereal novo ao SENHOR. (Levítico 23: 15-16).

A “Oferenda do Feixe Movido”, que representava a Josué, o Cristo, era uma parte muito específica das cerimônias que deviam ser celebradas durante a Festa dos Pães Ázimos. Portanto, este primeiro dia da semana a partir do qual devemos contar cinquenta dias deve ser dentro dos dias desta Festa.

E, novamente, Deus é muito específico sobre quando esse Shabbat anual, o Dia de Pentecostes, deve ser celebrado. A contagem regressiva para esse Dia Sagrado anual deve começar em um dia específico (o primeiro dia da semana) dentro dos dias da Festa dos Pães Ázimos. Se contarmos sete Shabbats semanais a partir desse dia, teremos quarenta e nove dias. E adicionando mais um dia, temos um total de cinquenta dias, o que nos leva ao primeiro dia da semana. O Dia de Pentecostes sempre cai no primeiro dia da semana (o domingo no calendário romano), mas para saber o dia correto em que celebrar esse dia sempre devemos contar a partir do primeiro dia da semana (domingo) durante a Festa dos Pães Ázimos.

No livro de Levítico podemos ler as instruções de Deus para a celebração do Dia de Pentecostes.

Tragam do lugar onde vivam dois pães feitos com duas decimas de efa [o efa é uma antiga unidade de medida hebraica que equivale a mais ou menos 22 litros] da melhor farinha, cozidos com fermento, como oferenda movida dos primeiros frutos ao SENHOR. (Levítico 23:17).

O sacerdote apresentará os dois cordeiros perante o SENHOR como oferenda movida, juntamente com o pão das primícias. Serão coisa sagrada ao SENHOR para o sacerdote. (Versículo 20).

Os israelitas deviam celebrar esta cerimônia no Dia de Pentecostes. Os dois pães simbolizam os primeiros frutos do plano de Deus (os 144.000), os primeiros que serão parte do Reino de Deus.

Deus tem um plano de salvação para os seres humanos. E de acordo com esse plano, Deus oferece aos seres humanos a bênção de ser parte de Sua família, de viverem eternamente como seres espirituais na Família de Deus. Este Dia Sagrado representa àqueles a quem Deus chamou no começo do Seu plano para serem os primeiros a se tornarem parte de Sua família. E assim como na Bíblia a colheita da primavera é chamada de “primícias da terra”, esses indivíduos são chamados de “primícias do plano de Deus”. Eles são os primeiros de todos os seres humanos que serão parte da Família de Deus. A colheita de outono, uma colheita muito mais abundante, representa a salvação para o resto dos seres humanos, que serão muitos mais. Isso é o que simbolizam os dois últimos Dias Sagrados anuais.

Nesta cerimônia, esses dois pães que eram balançados diante de Deus representavam os primeiros frutos do plano de Deus. Um desses pães representa aos que viveram pela fé de que um dia o Messias viria, através do qual Deus salvaria os seres humanos. Um desses pães representa os que viveram antes da primeira vinda de Cristo, o prometido Messias - que veio a primeira vez como nosso Pessach - e que permaneceram fiéis a Deus.

O outro pão representa os que desde a vinda de Cristo – depois da sua morte como nosso Pessach, depois que ele foi aceito por Deus como a oferenda do feixe movido - viveram pela fé na salvação e permaneceram fiéis a Deus, esperando a segunda vinda de Cristo.

De acordo com essas instruções, os Israelitas deviam oferecer dois cordeiros a Deus junto com esses dois pães. Ambos os cordeiros representavam Cristo. Um cordeiro para cada um desses dois períodos de tempo.

E assim como esse feixe era balançado diante de Deus durante a Festa dos Pães Ázimos, representando Josué, o Cristo, que foi aceito por Deus, esses dois pães também eram balançados diante de Deus no Dia de Pentecostes como uma oferenda, para serem aceitos por Deus. Esses dois pães simbolizam as primícias, simbolizam as pessoas que Deus aceitou e que serão parte da Família de Deus quando elas forem ressuscitadas para a vida eterna.

Também é importante notar que esses dois pães que eram movidos diante de Deus tinham que ser feitos com fermento. Josué, o Cristo, sempre é representado como sendo “sem fermento”, sem pecado. Mas essas pessoas, embora elas tenham sido aceitas por Deus, são representadas por “pães feitos com fermento”, porque elas têm pecado. Cristo nunca pecou e, portanto, a Bíblia diz que ele é “sem fermento”. Mas os seres humanos pecam e é por isso essas pessoas são representadas por esses dois pães feitos com fermento. E o significado disto é muito importante.

Esses dois pães dessa oferenda movida representam as 144.000 pessoas que Deus chamou, que Deus escolheu entre os seres humanos nos primeiros 6.000 anos dos seres humanos na terra. Elas serão ressuscitadas para a vida eterna como seres espirituais na Família de Deus, no Reino de Deus, quando Josué, o Cristo, voltar. Deus revelou que esses dois pães que eram oferecidos no Dia de Pentecostes representam os 144.000 que virão com Cristo quando ele voltar.

Observe como esses dois pães, que representam as primícias, são descritos no livro do Apocalipse.

Então olhei, e diante de mim estava o Cordeiro, em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil que traziam escritos na testa o nome dele e o nome de seu Pai. Ouvi um som dos céus como o de muitas águas e de um forte trovão. Era como o de harpistas tocando seus instrumentos. Eles cantavam um cântico novo diante do trono, dos quatro seres viventes e dos anciãos. Ninguém podia aprender o cântico, a não ser os cento e quarenta e quatro mil que haviam sido comprados da terra. Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois se conservaram castos [espiritualmente] e seguem o Cordeiro por onde quer que ele vá. Foram comprados dentre os homens e ofertados como primícias a Deus e ao Cordeiro. (Apocalipse 14: 1-4).

Essas pessoas, as primícias, foram resgatadas entre os seres humanos durante os primeiros 6.000 anos. Elas foram tiradas do pecado, seus pecados foram perdoados, elas foram purificadas diante de Deus através de Josué, o Cristo. Esses 144.000 que são mencionados como “as primícias” em Apocalipse 14: 4 são os mesmos que são mencionados em Apocalipse 5:9 como aqueles que foram “comparados para Deus” pelo sangue de Cristo e em Apocalipse 7:14 como aqueles que “lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro”.

Esses dois pães eram feitos com apenas uma pequena quantidade de grãos, com as “primícias da terra”. Da mesma forma, os 144.000 são bem poucos em comparação com os bilhões de pessoas que viveram durante este período de 6.000 anos.

Quando você entende melhor o plano de Deus, que é revelado através de Seus Dias Sagrados, então você pode começar a entender por que no Antigo Testamento somente muito poucos indivíduos tiveram um relacionamento verdadeiro com Deus. O período do Antigo Testamento abrange os primeiros 4.000 anos da história da humanidade, até a primeira vinda de Cristo como o Cordeiro do Pessach de Deus. E essa compreensão também lhe ajudará a entender por que nos últimos 2.000 anos a Igreja de Deus é chamada de “um pequeno rebanho”. A Igreja de Deus nunca foi uma organização grande, com muitos membros, porque o plano de Deus é redimir à apenas 144.000 pessoas durante esse período de 6.000 anos.

O que está escrito em Levítico 23 vincula diretamente os Dias dos Pães Ázimos com o Dia de Pentecostes. Ambos Dias Sagrados estão relacionados com a colheita temporona, que é chamada de “primícias da terra”. Josué, o Cristo, é o primeiro das primícias da colheita de Deus, e os 144.000 são o resto das “primícias da terra”.

O significado do Dia de Pentecostes abrange muito mais. Aqui eu só estou dando uma explicação básica de quem são os que são chamados de “primícias”.

A história do Dia de Pentecostes é uma história formidável. Deus tirou os filhos de Israel do Egito e os levou através do deserto até o Monte Sinai, onde Ele lhes deu Sua lei, os Dez Mandamentos, no Dia de Pentecostes. Mas é claro que os israelitas não puderam obedecer à lei de Deus. Os seres humanos, por seus próprios esforços, não são capazes de obedecer à lei de Deus da maneira correta. Hoje em dia uma das tribos de Israel, Judá, geralmente conhecida como o povo judeu, é a prova viva disso. O melhor que os seres humanos podem fazer por seus próprios esforços é o que o povo judeu faz. Nenhuma das outras tribos de Israel permaneceu fiel à lei de Deus como a tribo de Judá. Todas as outras tribos se rebelaram contra Deus muito antes que Judá.

E embora o povo judeu seja o melhor exemplo que pode ser encontrado entre os seres humanos de obediência às leis de Deus, Cristo foi perseguido por esse mesmo povo. Isso deixa claro que embora eles aparentassem obedecer à lei de Deus do Antigo Testamento, eles realmente não entendiam os caminhos de Deus, e muito menos Suas leis. Se eles tivessem entendido isso, eles teriam reconhecido Josué, o Cristo, como o Messias. Mas, na sua cegueira, o povo judeu rejeitou os ensinamentos e a instrução que lhes foi dada por meio do Filho de Deus.

O testemunho em suas vidas, e na vida de todos os israelitas, é que os seres humanos são incapazes de viver de acordo com os caminhos de Deus e as leis de Deus. O Dia de Pentecostes revela o que faltava em suas vidas, a razão pela qual eles não podiam entender os ensinamentos do Antigo Testamento, e a razão pela qual eles não reconheceram o Messias quando ele veio, quase 2.000 anos atrás.

O livro de Atos revela mais sobre a importância do Dia de Pentecostes no plano de Deus. Depois que Josué, o Cristo, morreu e foi ressuscitado, ele apareceu aos discípulos. Podemos ler sobre isso logo no começo do livro de Atos.

Em meu livro anterior, [o evangelho de Lucas] Teófilo, escrevi a respeito de tudo o que Josué começou a fazer e a ensinar, até o dia em que foi recebido nos céus, depois de ter dado instruções por meio do espírito santo aos apóstolos que ele havia escolhido. Depois do seu sofrimento, Josué apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas indiscutíveis de que estava vivo. Apareceu-lhes por um período de quarenta dias falando-lhes acerca do Reino de Deus. (Atos 1:1-3).

O evangelho - as boas novas - que Josué, o Cristo ensinou aos discípulos, fala sobre o Reino de Deus. Depois de ser ressuscitado Cristo esteve com os discípulos por quarenta dias. E o propósito de Deus é que Cristo permaneça com Ele até que chegue o momento de voltar como Rei dos reis no Reino de Deus. Dez dias depois que Cristo foi recebido no céu, os discípulos celebraram o Dia de Pentecostes. E desse dia em diante o espírito santo iria guiá-los e ensiná-los, porque Cristo já não estava entre eles em pessoa.

Certa ocasião, enquanto comia com eles, [Cristo] deu-lhes esta ordem: “Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai, da qual lhes falei. Pois João batizou com água, mas dentro de poucos dias vocês serão batizados com o espírito santo”. Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: “Senhor, será esse o momento em que restaurará o reino a Israel?”. (Atos 1:4 6).

Os discípulos não entendiam que Josué, o Cristo, veio pela primeira vez para ser o sacrifício do Pessach e que passariam quase 2.000 anos antes que o Reino de Deus fosse estabelecido na terra. Eles esperavam que ele cumprisse a profecia estabelecendo esse Reino naquela época.

Ele lhes respondeu: “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade. Mas receberão poder quando o espírito santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra”. (Atos 1:7-8).

O Reino de Deus não viria a esta terra na época dos primeiros discípulos. Isso é algo que vai acontecer agora, na época em que vivemos! Isso vai acontecer muito em breve, porque Deus revelou que todos os Selos de Apocalipse já foram abertos. A abertura desses Selos é um importante marcador para que possamos saber quando ocorrerão os últimos acontecimentos do tempo do fim. Sim, a séria realidade é que o último Selo - o Sétimo Selo - já foi aberto e só nos resta esperar pelos acontecimentos anunciados pelas quatro primeiras Trombetas que nos levarão a Terceira Guerra Mundial. Isso será evidente quando armas nucleares comecem a ser usadas.

Josué deu aos discípulos instruções bem claras sobre o Dia de Pentecostes. Ele lhes disse que eles deviam permanecer em Jerusalém até receberem a promessa do espírito de Deus. Em Atos 2 você pode ler o que aconteceu quando os discípulos receberam o espírito de Deus. Muitas pessoas que testemunharam este importante acontecimento no Dia de Pentecostes creram nas palavras que ouviram dos discípulos e perguntaram a eles o que fazer.

Pedro respondeu: “Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Josué, o Cristo, para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do espírito santo. (Atos 2:38).

Deus deu Sua lei aos israelitas no Dia de Pentecostes, mas Deus revelou que os seres humanos não podemos viver de acordo com Seu caminho de vida apenas com o esforço humano e que para isso também necessitamos Seu espírito santo. E isso é o que faltava aos filhos de Israel. Isso é o que falta a todos os seres humanos no planeta Terra. Exceto àqueles a quem Deus chamou a Sua verdadeira Igreja e lhes deu a capacidade de compreender Sua verdade.

A palavra de Deus e o caminho de vida de Deus são de natureza espiritual e primeiro uma pessoa deve receber o espírito de Deus para poder compreender verdadeiramente a vontade de Deus. Caso contrário, as pessoas ficam limitadas ao raciocínio humano e quando elas leem a palavra de Deus, elas inventam suas próprias ideias e crenças sobre Deus e sobre Josué, o Cristo. É por isso que existem tantas religiões no mundo. E todas elas estão em conflito umas com as outras quando se trata de seus ensinamentos. Só existe uma Igreja verdadeira e só há uma verdade: o caminho de vida que vem de Deus.

Novamente, os seres humanos não podem sair do pecado por conta própria. Os seres humanos não podem obedecer a Deus e sair do pecado - que é o que representa a Festa dos Pães Ázimos - sem que o espírito de Deus habitando neles. Somente se aceitarmos Josué, o Cristo, como nosso Pessach, poderemos ser perdoados de nossos pecados. E nesse processo de arrependimento e perdão, Deus nos ajuda dando-nos Seu espírito para que possamos alcançar a salvação.

Também podemos no livro de Atos ler que depois do batismo devemos receber a “imposição de mãos” do ministério de Deus. E então, se nos arrependemos, somos gerados pelo espírito de Deus. É através do espírito de Deus que somos gerados espiritualmente. E isso é simbolizado pelo processo através do qual os seres humanos são gerados fisicamente. Quando um espermatozoide entra em um óvulo, uma vida é gerada. Mas essa vida é apenas um embrião, que continua crescendo até o momento do nascimento.

O processo pelo qual uma pessoa é gerada pelo espírito de Deus é como o processo da reprodução dos seres humanos. Depois que somos gerados pelo espírito de Deus, começamos a crescer espiritualmente, como um embrião. E continuamos nesse processo de crescimento espiritual, vencendo nossa natureza humana egoísta, amadurecendo, até o momento em que possamos nascer na Família de Deus, no Reino de Deus.

Os seguidores do cristianismo tradicional não entendem o que significa realmente “nascer de novo”. A maioria deles pensa que isso é algum tipo de “experiência religiosa” que leva a uma pessoa a aceitar o indivíduo que eles chamam de “Jesus”. E embora essas pessoas muitas vezes experimentem algo a nível emocional, que geralmente vai acompanhado por uma mudança em sua maneira de ver a vida, isso não tem nada a ver com a verdade que Deus revela.

Nicodemos, que era um importante líder religioso de sua época, foi falar com Josué e lhe fez perguntas sobre o Reino de Deus. Mas Nicodemos não podia entender o que Josué lhe disse. Josué disse a Nicodemos: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (João 3:3). Nicodemos só podia pensar no que Cristo lhe disse como algo físico. Ele então perguntou a Josué: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?” (Versículo 4)

Observe a resposta de Josué:

Josué respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do espírito é espírito (João 3: 5-6).

Josué deixou isso bem claro. Ele disse que o que nasce fisicamente só pode se reproduzir fisicamente. Na vida humana, quando um espermatozoide, que é algo físico, penetra em um óvulo, que também é algo físico, um embrião físico é produzido. Tudo é físico. Nesse processo físico, o embrião cresce no útero da mãe até poder nascer, fisicamente.

Deus deu aos seres humanos uma “essência de espírito”, em nossa mente, que nos faz diferentes dos animais. Essa essência de espírito faz de nós seres com individualidade. Não somos programados para responder ao nosso entorno como os animais. Essa “essência de espírito” que Deus coloca na mente humana nos dá a capacidade de pensar, criar e lembrar das coisas. Essas habilidades fazem de nós seres individuais e únicos. Temos liberdade de escolha. Somos moralmente livres para tomar nossas próprias decisões.

Deus não pode criar um caráter justo e perfeito em ninguém. Isso é algo que só pode ser alcançado através da livre escolha. Caso contrário, seríamos programados como robôs para responder a questões morais e viver perfeitamente de acordo com a lei de Deus. Mas Deus quer que escolhamos isso por nós mesmos. Devemos escolher se queremos viver de acordo com nossos próprios caminhos egoístas ou de acordo com os caminhos de Deus. E, novamente, Deus é quem decide quando Ele oferece a uma pessoa a oportunidade de escolher. E até que chegue esse momento - até que Deus ofereça essa oportunidade às pessoas - os seres humanos sempre rejeitarão a Deus. Esse é o testemunho que podemos ver em toda a história da humanidade! E é por isso que Deus escolhe o melhor momento, Seu momento perfeito, para oferecer às pessoas a oportunidade de aceitar a Ele e Seu caminho de vida.

Paulo compartilhou esse conhecimento sobre a mente humana com a Igreja de Coríntio. Paulo explicou que as pessoas que fazem parte da Igreja de Deus podem entender os mistérios de Deus. E que ninguém pode entender esses “mistérios” sem o espírito de Deus. E é por isso que os caminhos de Deus permanecem ocultos, são um mistério para os seres humanos.

Mas a nós Deus revelou estas coisas por Seu espírito. Pois o espírito sonda todas as coisas, até os segredos mais profundos de Deus. Pois quem conhece os pensamentos de uma pessoa, senão o próprio espírito dela? Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, senão o espírito de Deus. (1 Coríntios 2:10-11).

Paulo aqui mostra claramente que sem o espírito santo de Deus uma pessoa não pode conhecer as verdades de Deus e os caminhos de Deus. Porque Deus tem que revelar isso a nós. Os seres humanos só podemos entender o que é físico. Não podemos entender o que é de natureza espiritual. E é por isso que Nicodemos não podia entender o que Cristo lhe disse. Ele não estava sendo atraído pelo espírito santo de Deus.

O espírito santo é o poder de Deus e não um “ser” como ensina o cristianismo tradicional. A doutrina da trindade é falsa! Não existe um ser chamado “Espírito Santo”.

Nós [a Igreja], porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente. Delas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo espírito, interpretando verdades espirituais para os que são espirituais. Quem não tem o espírito não aceita as coisas que vêm do espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente. (1 Coríntios 2:12-14).

Os seres humanos não somos capazes de conhecer a Deus e Seus caminhos por nós mesmos. Deus tem que revelar essas coisas a nós. Esta é a razão pela qual os seres humanos rejeitam continuamente a Deus e Seus caminhos. Na sua arrogância o raciocínio humano egoísta rejeita a verdade de Deus. Em vez disso, os seres humanos inventam ideias e conceitos religiosos sobre Deus que são mais de seu agrado. O testemunho de 6.000 anos de história é que os seres humanos sempre rejeitaram a Deus. E é por isso que muitas pessoas rejeitarão o que está escrito neste livro. Porque elas não podem deixar de lado seu orgulho! Também é por isso que este mundo deve ser humilhado antes que Josué, o Cristo, volte como Rei dos reis.

E se você pode entender essas coisas, só há uma explicação para isso! É porque Deus está dando a você a capacidade de entender essas coisas. Deus está lhe dando essa oportunidade agora. Você está sendo atraído pelo espírito de Deus. Se esse for o caso, então você deve decidir se aceita ou não a verdade. Alguns terão que ser mais humilhados quando passarem por acontecimentos catastróficos que podem levá-los a buscar respostas, a buscar a ajuda de Deus. Quanto mais uma pessoa rejeita a Deus, menos provável é que ela receba Sua ajuda e Seu favor para sobreviver ao que em breve acontecerá.

Deus vai começar a chamar a pessoas no mundo inteiro! Mas a maioria delas não se humilhará para poder receber o Reino de Deus que em breve estará aqui.

Mas vamos voltar à história sobre o Dia de Pentecostes. O processo de reprodução físico só pode produzir o que é físico. E o mesmo acontece com o nascimento a nível espiritual. Uma pessoa deve ser gerada pelo espírito de Deus. Isso é algo que ocorre quando o espírito de Deus se une com a “essência de espírito” que Deus deu a todos os seres humanos. Depois que somos batizados, depois que somos imersos em água (no idioma grego a palavra batismo significa “imersão”), saímos da água e a partir desse momento devemos viver de maneira diferente, devemos começar uma nova vida. Imediatamente depois do batismo recebemos a “imposição de mãos” de um ministro de Deus e podemos ser gerados pelo espírito santo de Deus.

E depois que somos gerados pelo espírito santo de Deus, podemos começar a crescer espiritualmente, mas apenas como “um embrião”, na Igreja de Deus. Continuamos a viver em um corpo físico, mas agora temos o espírito santo de Deus em nós. Começamos a viver uma nova vida, lutando contra a nossa natureza - vencendo a natureza humana em nós - e assim um caráter santo e justo é desenvolvido em nós. E este processo nos permitirá “nascer” no Reino de Deus, na Família de Deus, como seres espirituais, nos permitirá “nascer do espírito”.

Josué, o Cristo, explicou a Nicodemos que “o que é nascido da carne é carne”. Ele explicou que a carne (o que é físico) só pode produzir algo que seja carne, algo físico. A reprodução humana leva apenas ao nascimento físico. Mas Cristo continuou explicando: “O que é nascido do espírito é espírito”. Somente quando uma pessoa é gerada pelo espírito santo de Deus, essa pessoa poderá finalmente nascer - pode entrar - no Reino de Deus.

É através desse processo que todos os “primeiros frutos” entrarão no Reino de Deus. Quando Josué, o Cristo, voltar, eles serão ressuscitados para a vida espiritual, como seres espirituais - seres compostos de espírito - na Família de Deus.

O Dia de Pentecostes representa o “meio” pelo qual uma pessoa pode entender os caminhos de Deus e viver de acordo com os caminhos de Deus. E com o tempo essa pessoa cresce e atinge a maturidade e pode ser transformada de mortal em imortal, do físico ao espiritual, pode nascer na Família espiritual de Deus. O Dia de Pentecostes representa também as primícias da Família de Deus, aqueles que serão ressuscitados primeiro, de todos os seres humanos, no final dos 6.000 anos da humanidade na Terra. E todos aqueles que venham depois terão que passar pelo mesmo processo. Eles terão que ser atraídos pelo espírito de Deus e terão que ser gerados pelo espírito santo de Deus, a fim de nascer na Família de Deus.



A FESTA DAS TROMPETAS

Um após outro, cada Dia Sagrado revela um pouco mais sobre o plano e propósito de Deus para a humanidade. E então chegamos ao quarto Dia Sagrado anual, que no hemisfério norte é sempre no outono. No Judaísmo esse dia é chamado de Rosh Hashaná. E embora os judeus tenham perdido a compreensão do verdadeiro significado e propósito dos Dias Sagrados de Deus, eles sim sabem quando esses dias devem ser celebrados.

O dia correto para celebrar a Festa das Trombetas geralmente cai no mês de setembro ou no começo do mês de outubro no calendário romano.

Disse o SENHOR a Moisés: “Diga também aos israelitas: No primeiro dia do sétimo mês [no calendário de Deus], vocês terão um Shabbat, uma reunião sagrada, celebrada com toques de trombeta. (Levítico 23:23-24).

O enfoque da Festa das Trombetas é principalmente os acontecimentos que nos levarão à vinda de Cristo - incluindo esse acontecimento - para estabelecer o Reino de Deus, Seu governo na terra. O Dia de Pentecostes está relacionado com a vinda de Cristo e dos 144.000 que serão ressuscitados e regressarão com ele, mas o significado da Festa das Trombetas também tem a ver com esse acontecimento (que é anunciado pela Sétima Trombeta) e com os acontecimentos depois disto. Esta última trombeta também anuncia os acontecimentos que antecederão o período de tempo quando o governo de Deus será estabelecido, depois que Cristo voltar com os 144.000. Esses acontecimentos vinculam o significado do Dia de Pentecostes com o significado da Festa dos Tabernáculos, que por sua vez representa o Milênio.

O significado mais importante do cumprimento da Festa das Trombetas é o anúncio - ao som das trombetas - proclamando a vinda do Rei dos reis, que reinará sobre todos os seres humanos como o profetizado Messias.

Em sua primeira carta aos tessalonicenses, Paulo fala sobre as trombetas e seu significado, contido no cumprimento da Festa das Trombetas.

Irmãos [Paulo aqui se dirige à Igreja de Deus, àqueles a quem Deus chamou para fazer parte dos 144.000] não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, [aqueles que foram chamados nos últimos 6.000 anos e morreram na fé] para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Josué, o Cristo, morreu e foi ressuscitado, cremos também que Deus trará [enviará], aqueles que dormem em Josué. [Deus os ressuscitará para que eles possam regressar com Josué quando ele vier]. (1 Tessalonicenses 4:13-14).

Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, [os que foram chamados para fazer parte das primícias, dos 144.000, e que ainda estarão vivos quando Cristo voltar], certamente não precederemos os que dormem. [Aos que morreram em Cristo]. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos [os poucos que também foram chamados a fazer parte dos primeiros frutos, a fazer parte da Igreja, e que ainda estarão vivos quando Cristo voltar] seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. (1 Tessalonicenses 4: 13-17).

Paulo descreve este mesmo acontecimento à Igreja de Corinto.

Acontecerá num instante, num piscar de olhos, ao som da última trombeta. Pois, quando a última trombeta soar, aqueles que morreram ressuscitarão a fim de viver para sempre. E nós que estivermos vivos também seremos transformados. (1 Coríntios 15:52).

Paulo explica em mais detalhes este acontecimento do plano de Deus que ocorrerá quando os acontecimentos anunciados pela última trombeta - a Sétima Trombeta - começarem a se cumprir. Quando este acontecimento, que é anunciado por esta trombeta, começar a ocorrer, os 144.000 serão ressuscitados. Primeiro os que estão mortos serão ressuscitados. E imediatamente depois os que ainda estejam vivos, que fazem parte dos 144.000, serão transformados de seres físicos em seres espirituais.

A maioria dos que receberam o selo de Deus como as primícias de Deus - os 144.000 - já morreram, mas eles serão ressuscitados para uma vida imortal quando os acontecimentos anunciados pela última trombeta começarem a se cumprir. E alguns indivíduos - poucos - que também fazem parte das primícias e que ainda estarão vivos então, serão transformados em um instante de seres físicos mortais a seres espirituais imortais, para se tornarem parte da Família de Deus, o Reino de Deus.

O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve fortes vozes nos céus que diziam: “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do Seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”. (Apocalipse 11:15).

Todos aqueles que Deus chamou nos últimos 6.000 anos e que fazem parte das primícias serão ressuscitados quando este acontecimento que é anunciado pela última Trombeta - o primeiro acontecimento que é anunciado pela Sétima Trombeta do Sétimo Selo - ocorrer. No entanto, a data concreta em que Cristo vai voltar com os 144.000 é revelada no Dia Sagrado de Pentecostes, e os acontecimentos anunciados pelas Sete Trombetas levam a este importante cumprimento. O cumprimento mais importante do significado da Festa das Trombetas está contido no que as Sete Trombetas anunciam.

Cada Dia Sagrado de Deus representa uma parte muito específica de Seu plano para a humanidade. Muitas vezes o significado e o propósito desses Dias Sagrados se sobrepõem e estão vinculados porque todos eles são parte desse processo de salvação que abrange 7.100 anos.

E como eu já falei sobre os acontecimentos anunciados pelas seis primeiras Trombetas no capítulo 5, não há necessidade de mencioná-los novamente aqui. Mas é interessante notar que os acontecimentos anunciados pelas Trombetas que precedem a Sétima Trombeta preparam o caminho para que os acontecimentos anunciados pela Sétima Trombeta possam começar a se cumprir.

Os acontecimentos anunciados pela Sétima Trombeta começam com a seguinte afirmação: “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do Seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”. Quando este acontecimento - que também faz parte do significado do Dia de Pentecostes - ocorrer e Cristo voltar com os 144.000, mais coisas se cumprirão no que se refere ao significado da Festa das Trombetas - algo que vai além deste acontecimento - e Cristo será coroado Rei dos reis.

As trombetas são usadas para anunciar a vinda de Cristo como Rei, mas ele só será coroado como Rei sobre toda a terra quando ele e os 144.000 assumirem o controle de tudo. Os acontecimentos anunciados pelas seis primeiras Trombetas são sinais de alerta de guerra antes da vinda de Cristo. A Sétima Trombeta não apenas anuncia a volta de Cristo com os 144.000, mas também anuncia uma guerra. E essa guerra continuará mesmo depois que Cristo volte. O propósito dessa guerra é estabelecer firmemente o governo do Reino de Deus sobre todas as nações.

Embora eu já tenha mencionado isso no capítulo 7, seria bom citar novamente aqui os versículos que falam sobre esse acontecimento.

Vi os céus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça. Seus olhos são como chamas de fogo, e em sua cabeça há muitas coroas [Isso significa que ele agora reina sobre todas as nações] e um nome que só ele conhece, e ninguém mais. Está vestido com um manto tingido de sangue, e o seu nome é o Verbo de Deus. [Este é Josué, o Cristo]. Os exércitos [os 144.000] nos céus [na atmosfera da terra, no ar] o seguiam, vestidos de linho fino, branco e puro, e montados em cavalos brancos. De sua boca sai uma espada afiada, com a qual ferirá as nações. “Ele as governará com cetro de ferro.” Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso. 16 Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. (Apocalipse 19:11-16).

Esses acontecimentos - que são anunciados pelas Trombetas e que nos levarão à vinda de Cristo - continuarão se cumprindo depois que Cristo volte. O propósito de tudo isso é estabelecer seu governo no Reino de Deus, que então governará a terra. E, como eu disse antes, será então que Cristo e os 144.000 começarão a destruir àqueles que estão destruindo a terra.

Desta forma o significado da Festa das Trombetas está vinculado ao significado do Dia de Pentecostes. É através das Trombetas. Para que assim o Milênio - que é o que representa a Festa dos Tabernáculos - possa ser estabelecido.

As trombetas tinham um importante significado para os israelitas. Depois que Deus os libertou do Egito, eles estiveram vagando pelo deserto por quarenta anos e durante todo esse tempo eles usaram as trombetas para anunciar ao povo as instruções para levantar o acampamento e continuar sua jornada a outro lugar. As trombetas também eram usadas como alarme de guerra. Deve ficar claro que os fatos de os israelitas usassem essas trombetas, no nível físico, também é importante para o cumprimento do plano e propósito de Deus contido no significado da Festa das Trombetas.



O DIA DA EXPIAÇÃO

O quinto Shabbat anual é o Dia da Expiação. No judaísmo, esse dia é chamado de Yom Kippur, e o dia correto para celebrar esse dia geralmente é mencionado no calendário romano com esse mesmo nome.

Disse o SENHOR a Moisés: “O décimo dia deste sétimo mês é o Dia da Expiação. Façam uma reunião sagrada (isto é um mandamento) e humilhem-se, e apresentem ao SENHOR uma oferenda preparada no fogo. Não realizem trabalho algum nesse dia, porque é o Dia da Expiação, quando se faz propiciação por vocês perante o SENHOR, o Deus de vocês. (Levítico 23:26-28).

Vocês não realizarão trabalho algum. Este é um decreto perpétuo para as suas gerações, onde quer que vocês morarem. É um Shabbat de descanso para vocês, [um Shabbat anual] e vocês se humilharão. Desde o entardecer do nono dia do mês [começando no pôr do sol] até o entardecer do dia seguinte [até o pôr do sol no dia seguinte] vocês guardarão esse Shabbat. (Levítico 23:31-32).

Este Shabbat anual representa todo o processo que abrange desde o Pessach até a Festa das Trombetas. Uma grande parte desse processo terá sido cumprida quando Cristo volte e Satanás seja banido da presença dos seres humanos.

Este dia representa o processo de expiação, o processo pelo qual os seres humanos podem ser reconciliados com Deus. Depois que se cumpra o que a Festa das Trombetas representa, as primícias de Deus estarão totalmente expiadas, estarão reconciliadas com Deus. Todo este processo - que é revelado através do Pessach, os Dias dos Pães Ázimos, o Dia de Pentecostes e a Festa das Trombetas - mostra como as primícias podem nascer na Família de Deus, podem tornar-se parte do Reino de Deus.

Embora para então esse processo estará concluído para as primícias, bilhões de pessoas ainda necessitam ser expiadas, ser reconciliadas com Deus. Todos os seres humanos devem passar pelo mesmo processo que os 144.000 que foram chamados nos primeiros 6.000 anos passaram. O Dia da Expiação representa todo esse processo. Todos devem estar em completa unidade com Deus, devem ser um com Deus.

Esse processo de reconciliação com Deus Pai através do sangue de Josué, o Cristo, começa com o Pessach. Devemos nos arrepender, devemos sair do Egito espiritual (do pecado), devemos ser batizados e ser gerados pelo espírito de Deus.

À medida que crescemos espiritualmente e vencemos nossa natureza, Deus pode começar a transformar nosso modo de pensar e pode nos levar a estar em unidade e harmonia com Seu único e verdadeiro caminho de vida. Depois de uma pessoa ter passado com sucesso por todo esse processo, essa pessoa pode estar completamente em unidade com Deus e pode ser transformada de mortal em imortal, de físico em espírito, no Reino de Deus.

Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas sejam transformados pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:1-2).

O Reino de Deus é a Família de Deus, que estará formada por seres espirituais que antes eram seres humanos. Eles estarão em unidade com Deus por toda a eternidade.



O destino de Satanás e os demônios

Este dia representa esse processo de reconciliação - de expiação - com Deus, mas também representa o cumprimento de um importante acontecimento. Esse dia representa o fato de que o ser que exerce uma poderosa influência sobre nós e nos leva ao pecado será totalmente banido da presença dos seres humanos.

Quando o Reino de Deus vier a esta Terra, a partir desse momento Deus oferecerá a todos a possibilidade de começar esse processo de expiação, de reconciliação com Deus. Nos primeiros 6.000 anos, Deus ofereceu isso somente a algumas pessoas. A partir de então, a salvação estará disponível para todos os seres humanos. E isso será possível, em grande parte, por causa do que vai acontecer com Satanás e com os demônios, qual será seu destino.

Quando o Reino de Deus vier, os seres humanos serão libertados de seus caminhos destrutivos. Josué, o Cristo, governará toda a Terra junto com os 144.000, que serão ressuscitados quando ele vier. O caminho de vida de Deus é o que definirá o curso da humanidade. A justiça será aplicada rapidamente. O conhecimento de Deus encherá toda a Terra. As pessoas aprenderão a viver em paz e harmonia umas com as outras.

Então haverá somente uma religião em toda a Terra. Haverá somente um governo em toda a Terra. Todos terão a oportunidade de guardar o Shabbat no sétimo dia e celebrar os Dias Sagrados anuais de Deus. A harmonia, a paz e o amor verdadeiro abundarão nas famílias, na sociedade, nos negócios e na vida de todos os que escolherem viver de acordo com o caminho de vida de Deus.

As falsas religiões, a política, o tráfico de influência, as organizações burocráticas, a avarícia nos negócios, o tráfico de drogas, o tráfico de pessoas e tantos outros males que existem no mundo de hoje já não serão tolerados. A avarícia das corporações será substituída pela colaboração para beneficiar a outros e o planeta.

Mas mesmo com todas essas incríveis melhorias, das quais o ser humano poderá desfrutar então, ainda haverá um grande obstáculo para que o ser humano possa ter paz, harmonia e prosperidade. Esse obstáculo é Satanás e os demônios (os anjos que se rebelaram junto com ele). O Dia da Expiação também representa o fato de que Satanás e os demônios serão banidos da presença dos seres humanos.

Lúcifer era um dos arcanjos que Deus criou. Deus deu a ele e a um terço dos anjos a responsabilidade de cuidar do planeta Terra. O governo de Deus era administrado por este importante arcanjo. Sua história mostra seu orgulho e sua rebeldia para com Deus. Você pode ler um resumo da história desse ser em Isaías 14:12-14 e em Ezequiel 28: 12-17 para ter uma ideia de quem ele é. E em toda a Bíblia você pode encontrar mais informações sobre sua história.

Deus não revelou quanto tempo esses acontecimentos duraram, mas em nosso sistema solar e no planeta Terra podemos encontrar evidências que revelam muito sobre isso quando verificamos essa informação com o que está escrito na Bíblia. Há milhões de anos, Deus criou o universo e o planeta Terra. E repito que em nenhum lugar da Bíblia Deus revela quando exatamente esses acontecimentos ocorreram e muito menos a sequência exata desses acontecimentos.

Antes de criar o universo físico e o planeta Terra, Deus criou os anjos. Deus é espírito e os seres que Ele criou também são espírito. Então existia somente o mundo espiritual. A mente humana é muito limitada e só podemos compreender o mundo físico que nos rodeia. Nossa capacidade de entender o mundo espiritual é limitada aos conceitos das coisas físicas que temos. Deus revelou que Ele criou o universo físico, incluindo o planeta Terra. E a Bíblia diz que os anjos se alegraram quando viram as coisas físicas que Deus tinha criado.

Deus então revelou aos anjos determinadas partes de Seu plano para criar Sua família através de seres humanos. No livro de Hebreus, Deus revela que os anjos foram criados para servir àqueles que primeiro viveriam uma existência física como seres humanos e, finalmente, nasceriam na Família de Deus.

Mas então Lúcifer começou a desejar mais para si. Ele não estava de acordo com os planos de Deus, com o propósito de Deus para a criação física. Ele então se rebelou contra Deus e convenceu quase um terço dos anjos a se rebelarem junto com ele. E como resultado disso, houve uma grande guerra no mundo espiritual, que se estendeu à criação física.

Deus diz que quando a Terra foi criada ela era perfeita e bela. Então havia vida na Terra, mas não o mesmo tipo de vida que existiria quando os seres humanos foram criados. No planeta Terra havia formas de vida terrestres, aéreas e aquáticas. Os esqueletos de muitas dessas criaturas podem ser vistos hoje em museus e evidências de que essas espécies realmente existiram podem ser encontradas por todo o planeta.

Mas o que aconteceu então? Os cientistas tentam dar suas interpretações “intelectuais” disso, mas a simples realidade é que tudo foi subitamente destruído quando Lúcifer se rebelou. Toda a vida na Terra foi bruscamente destruída. Isso aconteceu há centenas de milhares de anos. O que é narrado no começo do livro de Gênesis é a criação do ser humano junto com a criação das plantas e animais que complementam o habitat do ser humano. Não se trata da criação do planeta Terra. Deus criou a Terra muito antes de criar os seres humanos.

Em um começo [no idioma hebraica o artigo definido não existe. Portanto, a tradução correta deve ser em um começo] Deus criou os céus e a terra. [Em um começo, durante muito tempo, há milhões e milhões de anos, Deus criou a Terra e todo o universo. Isso não foi uma evolução. Deus simplesmente demorou muito tempo para terminar essa criação]. E a Terra estava [em hebraico essa palavra significa se tornou] sem forma e vazia, havia trevas sobre a face do abismo; e o espírito de Deus se movia sobre a face das águas. (Gênesis 1:1-2).

Aqui, nessa narração, a Terra já existia. Deus havia criado o planeta Terra milhões de anos antes. Mas a Terra estava em um estado de caos e confusão. As trevas cobriam toda a Terra. E está escrito que então o poder do espírito de Deus começou a se mover na superfície das águas do planeta Terra, porque as águas já existiam. Deus então começou a trabalhar em toda a Terra, para restaurar a vida no planeta. Tudo estava em um estado de caos. E então Deus começou a renovar a face da terra, como está escrito nos Salmos. Sim, o planeta Terra foi criado há milhões de anos, mas os seres humanos só foram criados há 6.000 anos.

Deus revelou aos anjos Seu plano de criar Sua própria família - ELOHIM - e disse a eles que essa família seria muito mais importante do que os próprios anjos. E por causa disso Satanás começou a se rebelar contra Deus. Satanás odiava o plano de Deus de criar seres que finalmente seriam mais importantes do que ele. Ele então contagiou a um terço dos anjos com sua inveja, com seu ciúme, e eles decidiram destruir toda a vida na Terra. E isso foi exatamente o que eles fizeram. Em um instante eles destruíram toda a vida que então existia no planeta Terra. E Deus ainda não revelou aos seres humanos como tudo isso aconteceu. Deus apenas revelou que isso foi o que aconteceu.

Depois dessa rebelião, Deus mudou o nome desse ser de Lúcifer para Satanás. E os anjos que se rebelaram junto com ele ficaram conhecidos como demônios. Deus então os confinou aqui, no planeta Terra. A presença deles aqui e a influência que eles exerceriam sobre os seres humanos, como parte do plano de Deus, serviriam para mostrar quão destrutivo e maligno é tudo que se rebela contra os justos caminhos de Deus.

Quando Lúcifer se rebelou, isso resultou na suspensão do governo de Deus na Terra. Mas agora, na época em que vivemos, o governo de Deus será restaurado. Josué, o Cristo, marcará o começo do Reino de Deus, do governo de Deus na Terra.

Sim, o Dia da Expiação também representa o fato de que Satanás e os demônios serão banidos da presença de Deus e dos seres humanos. E eles nunca mais poderão exercer sua influência sobre os seres humanos e enganar os seres humanos. Exceto por um curto período de tempo, no final do reinado de 1.100 anos do Reino de Deus. Então o Dia da Expiação terá ainda mais significado porque mais uma vez Satanás e os demônios serão banidos da presença dos seres humanos, mas dessa vez para sempre, por toda a eternidade.

O Dia da Expiação representa um período de tempo quando Satanás e os demônios já não farão parte dos planos de Deus e de Seu propósito para a vida eterna. Este Shabbat anual representa um tempo maravilhoso que virá, quando todos no mundo estarão totalmente expiados, totalmente reconciliados com Deus.



A FESTA DOS TABERNÁCULOS

Este período de tempo tem um importante significado, mas eu vou dar apenas um resumo do que abrange essa temporada de Dias Sagrados. Em Levítico 23 Deus continua falando sobre os Dias Sagrados anuais e descreve o último da lista, que dura oito dias. Os primeiros sete dias são chamados a Festa dos Tabernáculos e o primeiro dia dessa festa é um Shabbat anual. Este período de sete dias é seguido por uma celebração no oitavo dia, que também é um Shabbat anual, o último dia na revelação do plano de Deus, que é chamado de Último Grande Dia.

A Festa dos Tabernáculos representa o período de tempo em que o Reino de Deus virá e governará os seres humanos por 1.000 anos. Muito já se falou sobre a vinda do Messias e sobre seu reinado na Terra. Esta festa representa um período de tempo que em breve começará na Terra. Esse período de tempo começará quando Cristo e os 144.000 intervenham para acabar com a Terceira Guerra Mundial.

Como eu disse antes, o Shabbat semanal representa os últimos 1.000 anos no plano de Deus, que abrange 7.000 anos. A Festa dos Tabernáculos se concentra principalmente nesse mesmo período e representa os últimos 1.000 anos, quando o Reino de Deus governará todas as nações. E, como já escrevi muitas coisas nesse livro sobre o Milênio, não há necessidade de repetir isso aqui.

Esta festa dura sete dias e é chamada de Festa dos Tabernáculos porque nos tempos do Antigo Testamento Deus disse aos israelitas que eles deviam construir uma espécie de cabana ao ar livre, uma construção simples e provisional, feita de ramos de árvores e/ou folhas de palmeira. Todos os dias durante a festa, os israelitas tinham que se sentar por um curto tempo nessas cabanas e recordar, pensar no fato de que Deus os tirou do cativeiro no Egito e os levou a uma terra muito próspera, a terra prometida. Eles deviam recordar que durante 40 anos os filhos de Israel viveram em moradas provisionais (em tendas) enquanto vagavam pelo deserto, até que Deus os levou à terra prometida.

E até a fundação da Igreja de Deus, no ano 31 d.C., esta festa devia ser celebrada desta forma. Assim como Cristo mudou a forma de celebrar o Pessach, depois que a Igreja foi fundada, ele também mudou a forma de celebrar a Festa dos Tabernáculos. Os israelitas deveriam pensar, recordar como Deus os tirou do Egito e os levou para uma terra que Ele lhes deu. Eles deviam fazer isso olhando somente o lado físico dessas coisas.

Mas para a Igreja, Deus revelou que devemos celebrar a Festa dos Tabernáculos olhando o significado espiritual do que os israelitas fizeram fisicamente.

O plano e propósito de Deus que é revelado através dessa temporada de Dias Sagrados está relacionado com a maneira como Deus está levando os seres humanos a uma espécie de terra prometida espiritual ou a uma herança espiritual. Como seres humanos físicos, Deus nos deu moradas provisionais - nossos corpos físicos - para viver nossas vidas físicas. No entanto, o propósito de Deus é, em Seu tempo, oferecer aos seres humanos a oportunidade de serem libertos da escravidão da natureza humana egoísta e dos caminhos dos seres humanos, que espiritualmente são comparados ao cativeiro no Egito.

A existência humana em um corpo físico é transitória, mas o propósito de Deus é dar aos seres humanos a vida eterna em um corpo espiritual. Não em moradas provisionais, mas em moradas espirituais para sempre, na Família de Deus, em ELOHIM.

E assim como os israelitas foram fisicamente libertados, os seres humanos também podem ser libertados da corrupção e da escravidão que compreendem viver em moradas provisionais enquanto vagamos pelo deserto de uma existência física. Com a ajuda e poder do espírito santo de Deus, os seres humanos podem crescer espiritualmente até o momento em que possamos ser liberados e possamos entrar espiritualmente na terra prometida, possamos receber uma herança incorruptível no Reino de Deus como ELOHIM.



O ÚLTIMO DIA GRANDE

Esse dia adicional - o oitavo dia - depois da Festa dos Tabernáculos é tradicionalmente chamado pela Igreja de Deus por dois nomes: o Último Grande Dia e o Juízo do Grande Trono Branco. Este é o sétimo e último Shabbat anual de Deus. Esta é uma emocionante revelação no plano de Deus. Assim como o Dia de Pentecostes simboliza a colheita da primavera, a Festa dos Tabernáculos e o Último Grande Dia representam a colheita do outono, uma colheita mais abundante, que encerra os últimos 100 anos.

O Último Grande Dia representa um tempo de juízo que vem depois dos 7.000 anos no plano de Deus. Esse tempo de juízo abrange 100 anos. Esse é o tempo de juízo sobre o qual falei anteriormente neste livro, quando ninguém mais vai nascer. Depois de 7.000 anos, o processo de reprodução humana chegará ao fim.

Como já falei em detalhes sobre esses últimos 100 anos, esse último período da existência humana, na última parte do capítulo 7, não há necessidade de repetir essas coisas aqui. Você simplesmente deve compreender que isso é o que este sétimo Dia Sagrado representa.

Será então que bilhões de pessoas serão ressuscitadas para viver uma segunda vida física. Durante este período de 100 anos, todos os que serão ressuscitados para viver uma vida física novamente terão a oportunidade de escolher e de viver de acordo com o caminho de vida de Deus. E se eles escolherem isso, eles podem se tornar parte da Família de Deus - do Reino de Deus - eles podem nascer como seres espirituais, como os 144.000.

Os que rejeitem isso morrerão uma segunda vez, a segunda morte, e nunca mais viverão. A sentença do juízo de Deus para os que não querem fazer parte de Sua família não é um tormento eterno, mas é simplesmente um castigo que durará para sempre. Esse castigo é a morte, nunca mais ser ressuscitado, e é um castigo eterno.

Durante estes últimos 100 anos, bilhões de pessoas serão ressuscitadas. Tanto velhos como jovens, todos os que viveram e morreram receberão vida novamente em corpos humanos saudáveis ​​e perfeitos. Eles então poderão escolher se desejam fazer parte da Família eterna de Deus. Essa é a história do Último Grande Dia e da conclusão da criação de ELOHIM!