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Capítulo 2
VERDADE E A PROVA DA VERDADE NA BÍBLIA



NO CAPÍTULO ANTERIOR foi mostrado que existem dois ensinamentos completamente opostos, que se chamam cristianismo. E isso nos leva à pergunta: qual deles é o verdadeiro? Se a palavra de Deus é realmente a verdade, qual desses ensinamentos permanece fiel ao que Deus ordenou que fosse escrito para nós na Bíblia, na Sua palavra?

Se você não acredita no que foi escrito há séculos, a milhares de anos atrás – e disto existem provas irrefutáveis - então você não pode ver, de uma maneira realista, a verdade sobre os acontecimentos que estão ocorrendo agora; acontecimentos que Deus profetizou a muito tempo atrás. Neste livro eu vou lhe mostrar que certas nações, que são descritas muito especificamente nas profecias, agora estão fazendo exatamente o que Deus disse que elas fariam. Já faz muito tempo que essas nações estão fazendo certas coisas para preparar o cenário para os profetizados acontecimentos do tempo do fim. E agora o cenário mundial já está preparado e a qualquer momento esses acontecimentos podem começar a ocorrer. Essas nações já fizeram tudo o que é necessário para empurrar o mundo inteiro a uma última guerra.

Neste capítulo eu lhe mostrarei a prova do que é a verdade. A pergunta sobre o que é a verdade é muito atual agora, nessa época da história da humanidade. Tudo isso está relacionado com o fato de que se é verdade ou não que agora se aproximam os tempos mais terríveis da história da humanidade: uma última guerra mundial.

Antes de falar sobre essas nações, sobre esses acontecimentos e sobre o resultado de tudo isso, é importante entender certas coisas que Deus mostrou ser verdadeiras, mas que a grande maioria das pessoas no mundo não pode entender porque elas estão na escuridão. Certas coisas nas que o mundo está enganado.



Pessach versus páscoa

O assunto do Pessach versus a páscoa talvez seja um dos maiores enganos do cristianismo tradicional, que adulterou muito os versículos da Bíblia que falam sobre isso.

A maioria das pessoas desconhece a controvérsia que existiu sobre esse assunto. Já mencionei antes que essa controvérsia atingiu seu ponto crítico durante o Concílio de Nicéia, no ano 325 d.C. Esse concilio foi convocado pelo imperador romano Constantino, quem também presidiu esse concilio. Foi então que a celebração do Pessach – que, como podemos ler no Antigo Testamento, é o que Deus nos ordena - foi proibida em todo o Império Romano.

No Concílio de Nicéia também foi decidido que a páscoa deveria ser celebrada como o dia da ressurreição de Cristo. A páscoa então tornou-se o tema central da nova religião do Império Romano. Eles então decidiram substituir oficialmente o Pessach pela páscoa em todo o Império Romano e declararam que celebrar o Pessach era uma transgressão da lei.

Durante muitos séculos, e também na época de Cristo, a nação de Judá celebrava o Pessach na primavera, no 14º dia do primeiro mês do ano no calendário judaico, conhecido como o mês de Abib ou de Nissan. Cristo e seus discípulos também celebraram o Pessach no último dia de sua vida como ser humano na terra.

A observância do Pessach tem suas origens na época em que os filhos de Israel eram escravos no Egito. Deus escolheu um momento muito específico para libertá-los da escravidão. Como você poderá ver nos próximos capítulos, Deus cumpre os acontecimentos proféticos com muita precisão e meticulosidade. E nesta ocasião Deus também fez isso.

E aconteceu que, passados os quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do SENHOR saíram da terra do Egito. (Êxodo 12:41)

Cristo e seus discípulos observaram o Pessach da mesma maneira que os filhos de Israel observaram o primeiro Pessach no Egito. Eles mataram um cordeiro, assaram e comeram esse cordeiro. Isso simbolizava que Cristo viria ao mundo para cumprir a primeira importante fase do plano de salvação de Deus para a humanidade. Cristo veio como o Cordeiro de Deus para cumprir o papel do Pessach: seu sangue foi derramado quando ele morreu como o verdadeiro sacrifício do Pessach por toda a humanidade.

Seria bom destacar agora algumas verdades fundamentais que o cristianismo tradicional adulterou, enganando assim as pessoas para que elas acreditem nessas coisas. O que a Bíblia diz é realmente muito claro e muito revelador. Depois que os primeiros discípulos foram escolhidos como apóstolos e foram enviados aos israelitas, Cristo escolheu outro apóstolo e lhe incumbiu a tarefa de levar a verdade de Deus aos gentios [estrangeiros, que não eram judeus]. Este apóstolo é Paulo, quem escreveu o seguinte:

Joguem fora o velho fermento do pecado para ficarem completamente puros. Aí vocês serão como massa nova e sem fermento, como vocês, de fato, já são. Porque Cristo, nosso cordeiro do Pessach, já foi oferecido em sacrifício. Por isso, celebremos a Festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade. (1 Coríntios 5:7–8).

Os seguidores do cristianismo tradicional não entendem o que Paulo diz aqui, porque seus pastores e professores nunca os ensinaram sobre isso. Quando perguntados sobre o que significam esses versículos, eles costumam dizer que Cristo aboliu a lei de Deus e que depois que Cristo morreu e foi ressuscitado já não é mais necessário guardar o Shabbat no sétimo dia da semana [o dia depois do sexto dia da semana, que é sexta-feira].

Esses versículos - essa passagem - foram escritos mais de 20 anos depois que Cristo morreu. E aqui fica claro que a Igreja continuou obedecendo o mandamento de Deus de observar o Pessach e também a Festa dos Pães Ázimos, que começa depois do Pessach e dura sete dias.

Paulo aqui enfatiza a importância de celebrar os Dias Sagrados anuais que se seguem logo depois do Pessach, como Deus nos ordena. E aqui ele não apenas fala sobre a importância de observar esses Dias Sagrados, mas também fala sobre o significado espiritual deles. Ele diz: “Por isso, celebremos a Festa...”

Esses versículos que acabei de mencionar ajudam a mostrar o significado contido na observância desses Dias Sagrados. Deus usa o fermento [o fermento usado para fazer pão] como símbolo do que o pecado faz na vida de uma pessoa. O pecado é comparado ao fermento porque, assim como o fermento faz a massa inflar, o pecado, o orgulho nos faz inflar. Durante os Dias dos Pães Ázimos, ou a Festa dos Pães Ázimos, Deus nos ordena tirar todo fermento e produtos que levem fermento de nossas casas e comer pães ázimos durante todo esse período de tempo. Isso nos ensina que devemos remover o pecado [simbolizado pelo fermento] de nossas vidas. Isso é o que simboliza essa ação de jogar fora, de limpar nossas casas de tudo o leva fermento e comer pães ázimos durante esses sete dias.

O fermento simboliza o pecado e o orgulho. Ser sem fermento simboliza a obediência. O povo de Deus deve viver em obediência às Suas leis (aos Seus caminhos) em “sinceridade e verdade”, como Paulo escreveu.

Aqui também diz claramente que Cristo cumpriu o propósito para o qual ele nasceu como ser humano: ser o sacrifício do Pessach no plano de Deus. Ele foi o Cordeiro de Deus, que não ofereceu resistência quando foi perseguido e morto de uma maneira tão cruel. Ele aceitou tudo o que eles lhe fizeram sem relutância, como um cordeiro. E ao morrer dessa maneira, derramando seu sangue, ele se tornou o sacrifício do Pessach por toda a humanidade.

Muitos acreditam que Cristo morreu porque ele foi pregado em uma estaca. Mas essa não foi a causa de sua morte. Ele morreu porque um soldado perfurou o seu lado com uma lança quando ele estava pendurado na estaca e seu sangue foi derramado sobre a terra. Isso é algo muito importante, como vamos ver mais adiante, quando vamos falar sobre outro assunto que tem a ver com essa narração.

A continuação vamos ler uma narração sobre a morte de Cristo. Mas antes de ler isso, seria bom considerar a sequência dos acontecimentos. Durante a maior parte da história da humanidade as pessoas contavam o tempo de maneira diferente a como contam o tempo hoje. O dia começa ao anoitecer, com a parte noturna, seguida da parte diurna, que é quando o sol nasce novamente. Quando o sol se põe, começa um novo dia. Assim era como as pessoas contavam os dias no tempo de Cristo. E sabendo isto, então entendemos que esse dia do Pessach começou ao anoitecer. Foi então que o 14º dia do primeiro mês (o mês de Nisan) começou. Esse dia abrange toda a noite e também a parte diurna, depois que o sol nasceu. E à noite, depois de que esse dia terminou, começou o primeiro Dia Sagrado anual desse novo ano. O primeiro dia da Festa Dos Pães Ázimos, que, como Paulo escreveu, devemos celebrar.

Também é importante observar que Cristo celebrou o Pessach com seus discípulos comendo um cordeiro assado na noite do Pessach, antes da parte diurna do dia do Pessach, que foi quando ele foi morto.

Antes de ler esses versículos você deve entender que o povo judeu chama esse dia, o dia do Pessach, de “dia de preparação”. Porque nesse dia eles se preparavam para observar um Shabbat anual, um Dia Sagrado anual. E sexta-feira, o 6º dia da semana, é o dia em que eles se preparam para o Shabbat semanal, que é no 7º dia da semana, no sábado. O povo judeu sempre soube que a sexta-feira (o 6º dia da semana) é um dia de preparação, porque é o dia de preparação para o 7º dia da semana, o Shabbat semanal.

E o dia anterior a qualquer Shabbat anual, qualquer Dia Sagrado anual, também é chamado de “dia da preparação”. E embora Deus ordene que nesse dia nos reunamos em santa convocação, o Pessach não é um Dia Sagrado anual, mas é um dia de preparação. O Pessach é um dia de preparação porque o dia depois é um Shabbat anual, como está escrito em Levítico 23. É o primeiro dia dos Dias dos Pães Ázimos.

Era o Dia da Preparação [para um Shabbat anual] e o dia seguinte seria um Shabbat especialmente sagrado. Como não queriam que os corpos permanecessem na cruz na estaca [em grego esta palavra é stauros], durante o Shabbat, os judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos que estavam pendurados [para que eles morressem mais rápido] e retirar os corpos. Vieram, então, os soldados e quebraram as pernas do primeiro homem que tinha sido pregado na estaca junto com Josué e em seguida as do outro. Mas quando chegaram a Josue, constatando que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Porque um dos soldados tinha perfurado o lado de Josué com uma lança, [ele já tinha morrido quando o soldado lhe perfurou com uma lança] e no mesmo instante saiu sangue e água. [Foi então que Josué morreu]. (João 19: 31–34).

Eles perfuraram o lado de Cristo com uma lança porque ele tinha que cumprir o simbolismo do cordeiro do Pessach. Seu sangue tinha que ser derramado sobre a terra para que ele morresse dessa maneira.

Cristo não morreu no final da tarde, como os outros dois que foram executados junto com ele. Cristo morreu logo depois que o soldado perfurou seu lado com uma lança. E isso foi no meio da tarde.

E, desde a hora sexta [as 12:00 do meio dia] houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona [as 3 da tarde]. E, perto da hora nona, exclamou Josué em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Este chama por seu Deus Yahweh. [Esta palavra foi traduzida erroneamente como Elias]. (Mateus 27:45–47).

E chegado a esta parte da história, é necessário explicar que os tradutores interpretaram as palavras usadas aqui como se fosse o nome do profeta Elias. Mas isso não faz sentido! Cristo não estava chamando um profeta que havia morrido séculos antes. Ele estava chamando seu Pai, Yahweh Elohim, o Deus Eterno. O nome “Elias” significa “Yahweh é meu Deus”. E essas foram as palavras de Cristo quando ele chamou ao “seu Deus Yahweh”.

Imediatamente, um deles [um dos soldados] correu em busca de uma esponja, embebeu-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e deu-a a Josué para beber. Mas os outros disseram: “Deixem-no. Vejamos se seu Deus Yahweh vem salvá-lo”. Depois de ter bradado novamente em alta voz, Josué entregou o espírito. [Ele morreu]. (Mateus 27: 48–50).

Na verdade Cristo morreu no meio da tarde no dia do Pessach. Depois que um soldado perfurou o seu lado com uma lança (João 19:34) e seu sangue foi derramado sobre a terra. Ele então clamou a Deus seu Pai, entregou seu espírito e morreu, cumprindo assim o papel do Cordeiro do Pessach, que morreu pelos pecados de toda a humanidade. A celebração anual do Pessach tem um importante significado no plano de salvação de Deus.

Então, por que a igreja romana - que foi fundada durante o Concílio de Nicéia no ano 325 d.C. - proibiu a observância do Pessach e instituiu uma nova observância chamada páscoa? Em nenhum lugar na Bíblia está escrito que devemos celebrar a páscoa, embora alguns tradutores tenham traduzido erroneamente como páscoa as palavras que tanto no idioma hebraico como no idioma grego se referem claramente ao Pessach.

Durante séculos, muitos estudiosos da Bíblia e pastores que se autodenominam cristãos fizeram de tudo para destruir a verdade e a compreensão sobre o Pessach e a Festa dos Pães Ázimos.



Cristo morreu pregado em uma estaca ou em uma cruz?

Para muitos, essa pergunta pode parecer absurda, mas você precisa se perguntar isto, porque a verdade sobre isso nunca foi ensinada. O sacrifício do Pessach por toda a humanidade não morreu pregado em uma cruz. Existem duas verdades muito claras sobre isso.

A primeira verdade- e a mais simples - tem a ver com a palavra que foi traduzida como “cruz”. Embora muitos dos chamados acadêmicos gostem de discutir sobre isso porque eles têm muito que ocultar, a verdade é que eles não são honestos porque eles sabem muito bem que a palavra que foi usada no texto original, que também foi usada em toda a literatura e documentos históricos da época, foi erroneamente traduzida como cruz.

Nos versículos de João 19, que citei antes, a palavra que foi traduzida como “cruz” nas diferentes traduções da Bíblia não tem esse significado no idioma grego ou no idioma aramaico. Essa palavra significa “poste, estaca ou viga de madeira”. Mas os tradutores traduziram a palavra grega “stauros” erroneamente como “cruz”. E em nenhum lugar na literatura grega antiga essa palavra é traduzida como “cruz”. Não existe nenhuma tradução que justifique uma interpretação tão ridícula dessa palavra.

Existem palavras no idioma grego antigo que poderiam ter sido usadas para descrever uma cruz, mas a palavra stauros definitivamente não é uma delas! Mas, como eu disse antes, muitas pessoas simplesmente escolhem acreditar no que elas querem ver como sendo a verdade.



Por que quebrar as pernas dos réus?

Há evidências irrefutáveis, ​​que não deixam margem para qualquer discussão, sobre se essa palavra foi traduzida corretamente ou não. A maior evidência de que Cristo não morreu pregado em uma cruz e sim em uma estaca pode ser encontrada na mesma narração que acabei de citar sobre o que os soldados fizeram aos dois indivíduos que foram condenados à morte junto com Cristo.

Você precisa entender o que está sendo dito nesta narração. Os principais judeus da época não queriam que os três corpos ficassem pendurados ali durante o Dia Sagrado anual, o primeiro Shabbat anual do ano, o primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos. O dia do Pessach estava terminando e eles queriam que os corpos fossem retirados de lá antes do pôr do sol, antes que começasse o Dia Sagrado. Porque para retirar os corpos de lá eles tinham que trabalhar e eles não podiam trabalhar no Shabbat anual.

Os soldados então foram quebrar as pernas dos três para que eles morressem mais rápido. Mas quando eles foram quebrar as pernas de Cristo, eles viram que ele já estava morto, porque antes um soldado tinha perfurado seu lado com uma lança. E o que você deve se perguntar aqui é: como pode ser que quando você quebra as pernas de alguém que está pendurado em uma cruz, isso faz com que essa pessoa morra mais rápido?

Isso é realmente muito simples e fácil de entender. E a resposta a esta pergunta revela uma verdade inegável.

Há apenas uma razão para que os soldados quebrassem as pernas dos três indivíduos que estavam pendurados ali. Se eles estivessem pendurados em uma cruz, quebrar as pernas deles não ia fazer com que eles morressem mais rápido, que era o que os principais judeus queriam. Mas quando uma pessoa está pendurada em uma estaca e suas pernas são quebradas, ela morre muito rápido. E isso foi o que realmente aconteceu.

Naquela época, quando uma pessoa era condenada à morte e o método escolhido para a execução era cravar essa pessoa em uma estaca e pendura-la o que eles costumavam fazer era colocar as mãos dessa pessoa sobrepostas por em cima de sua cabeça e pregar as mãos com um único prego a estaca. E o mesmo era feito com os pés. Eles juntavam os pés e os pregavam com um único prego na outra extremidade da estaca. As mãos - ou os pulsos - eram colocadas uma em cima da outra e eram pregadas com um único prego na extremidade superior da estaca, e os pés eram pregados da mesma forma na extremidade inferior da estaca.

E se uma pessoa está pendurada nessa posição e suas pernas são quebradas, ela já não pode usar os pés para empurrar o seu corpo para cima e continuar respirando. Eles costumavam quebrar as pernas para que essa pessoa se asfixiasse e morresse mais rápido porque já não podia respirar.

As profecias sobre a vinda do Messias dizem que nenhum dos seus ossos seria quebrado. Além disso, para cumprir o simbolismo do Cordeiro do Pessach seu sangue tinha que ser derramado sobre a terra, causando sua morte. Deus não permitiria que as pernas de Seu Filho fossem quebradas e que ele morresse asfixiado. Porque essa não era a maneira como os cordeiros do Pessach eram mortos. E isso era o que simbolizava sua morte.

Se esses três indivíduos tivessem sido pendurados em uma cruz não fazia sentido quebrar suas pernas, porque mesmo com as pernas quebradas eles ainda poderiam continuar respirando. Talvez fosse mais difícil respirar, mas eles ainda poderiam continuar respirando por muitas horas. E o que os judeus queriam era que eles morressem rápido.

Quando uma pessoa está pendurada com os braços esticados acima da cabeça, o peso do resto do corpo a puxa para baixo e essa pessoa começa a se asfixiar porque não pode respirar. Isto é simplesmente um fato.

Além disso, porquê os romanos complicariam as coisas construindo uma estrutura em forma de cruz na qual pendurar as pessoas com os braços estendidos, podendo simplesmente pendurá-las em uma única peça de madeira, com as mãos entrelaçadas pregadas com um único prego na extremidade superior e os pés pregados juntos com outro prego na extremidade superior dessa estaca?

Existem muitos relatos históricos sobre pessoas que foram condenadas à morte e foram executadas por esse método. E a partir desses relatos históricos, podemos ver que eles usaram muitas variantes desse método ao longo dos séculos. Às vezes as pessoas realmente eram pregadas em uma estrutura feita com dois paus cruzados. Mas, nesse caso, as pessoas demoravam mais tempo para morrer. Isso era muito mais cruel do que pregar as pessoas em uma estaca. Porque quando uma pessoa é pregada em uma cruz, ela demora mais tempo em morrer e sofre muito mais. Ela passa fome, sede e fica exposta aos elementos. O objetivo de usar uma cruz para essas execuções era causar mais sofrimento do individuo que era executado. E muitas vezes esse método também incluía outras formas de tortura.

Mas quando uma pessoa era pendurada em uma estaca, eles usavam um único prego para pregar os dois pulsos (ou as palmas das mãos) um em cima do outro, com os braços esticados acima da cabeça. E nessa posição, essa pessoa teria que empurrar seu corpo com os pés para cima para poder continuar respirando. Mesmo sem apressar a morte da pessoa quebrando suas pernas, a morte com esse método era muito mais rápida do que pendurando a pessoa em uma cruz.

Uma pessoa pendurada em uma cruz levava mais tempo para morrer e sofria muito mais. Uma pessoa pendurada em uma estaca morria mais rápido. Porque ao ter que se esforçar para empurrar o seu corpo para cima para poder continuar respirando, essa pessoa se enfraquecia mais rápido e morria mais rápido. Pregar uma pessoa em uma cruz em vez de pregá-la em uma estaca era um método muito mais cruel, porque essa pessoa poderia continuar respirando por muito mais tempo do que usando o método de pregá-la em uma estaca, demorando mais tempo em morrer. Mas ambos eram métodos de execução muito cruéis.

Se naquela época eles tivessem a tecnologia que temos hoje, certamente Cristo teria sido morto fuzilado com uma espingarda. E isso nos leva a outra pergunta. Se fosse assim, então as pessoas pendurariam uma espingarda no pescoço como símbolo de sua fé?

Existem razões pelas quais depois do ano 325 d.C. a igreja de Roma começou a difundir a ideia de que seu Jesus morreu pendurado em uma cruz e não em uma estaca. Eles foram os que mudaram essa parte da história. E a principal razão para isso está relacionada com crenças e os rituais do culto a outros deuses, nos que eles usavam cruzes. E também por causa de uma visão ou um sonho que o imperador Constantino disse que teve.

Há muitas versões diferentes do que aconteceu então. Alguns dizem que o imperador Constantino teve uma visão, outros dizem que foi um sonho, já outros dizem que ele teve tanto uma visão como um sonho. Mas o imperador Constantino disse que teve uma visão de um símbolo ou um sinal no céu. E depois disso, na noite anterior a uma grande batalha, ele teve um sonho. E, segundo ele, nesse sonho Cristo lhe disse que se ele quisesse vencer essa batalha ele deveria usar o sinal que havia visto na visão. E dizem que as palavras que ele ouviu ou viu no céu foram: “Com este sinal você vencerá”. Então o imperador Constantino ordenou que seus soldados usassem esse símbolo em seus escudos. E no dia seguinte seu exército obteve uma grande vitória na batalha. E isso levou os seus soldados a acreditar que Deus estava do lado deles.

Com o passar do tempo, a história de que Cristo morreu em uma cruz foi ganhando cada vez mais popularidade, já que mais tarde o símbolo que o imperador Constantino disse ter visto foi plasmado de diferentes maneiras em quadros pintados e nas histórias contadas entre o povo. A “cruz” então se tornou o símbolo da morte de Cristo, pois as pessoas simplesmente aceitaram a história de que Cristo morreu pregado em uma cruz.

No entanto, de acordo com os registros históricos o que Constantino viu não era uma cruz, como a estrutura na que Cristo foi supostamente pregado. O que ele viu parecia mais um X sobre um P. Esse símbolo era conhecido como Chi-Rho, porque é composto pelas duas letras do alfabeto grego X e P. E essa história ganhou mais popularidade porque essas duas letras do alfabeto grego são as duas primeiras letras do nome Khristos no idioma grego.

Você pode encontrar mais informação sobre esse símbolo usado pelo imperador Constantino pesquisando o nome Labarum de Constantino.

E a verdade é que um dos mandamentos que Deus deu ao povo de Israel diz que não devemos usar ídolos ou qualquer tipo de imagem como símbolo do culto religioso. Mas as pessoas gostam de usar todo tipo de imagens nos seus cultos, como símbolos de suas crenças. A cruz, as imagens de Cristo, as imagens de Cristo pregado na cruz, as imagens de uma mãe com um filho nos braços e muitas outras imagens são símbolos usados ​​pelo cristianismo tradicional hoje.

Mas o que é verdadeiro e o que é falso em tudo isso? Como é possível que durante séculos as pessoas tenham estado praticando e acreditando em coisas que são realmente contrárias ao que Deus diz claramente em Sua palavra?

É como se as pessoas simplesmente ignorassem ou considerassem irrelevantes as coisas que estão escritas muito claramente na Bíblia sobre como devemos viver, sobre a obediência a Deus. Um exemplo disso é o que Cristo disse sobre os mestres religiosos. Cristo disse claramente que eles nunca deveriam permitir que as pessoas os tratassem de uma determinada maneira. E não é tao difícil entender esse preceito e essa instrução.

Porém vocês não devem ser chamados de “mestre”, pois todos vocês são membros de uma mesma família e têm somente um Mestre. E aqui na terra não chamem ninguém de pai porque vocês têm somente um Pai, que está no céu. (Mateus 23:8-9).

Esse preceito deve ser claro. Ninguém deve usar títulos religiosos que pertencem somente a Cristo ou a Deus. No entanto, muitos líderes religiosos usam o título de Rabino, Reverendo, Padre, Papa, Pastor, Bispo, etc. O uso dessas e de outras palavras como títulos ou reverências religiosas é evidentemente contrário a esse preceito e essa instrução de Cristo.

Você precisa entender que algumas palavras usadas em um contexto religioso em referência ao trabalho ou função de um líder religioso não devem ser confundidas com títulos religiosos. Essas coisas deveriam ser simples e fáceis de entender para qualquer pessoa, mas geralmente isso não é assim. Outros versículos da Bíblia nos ajudam a ter um pouco de equilibrio nessas coisas, mostrando-nos que é perfeitamente aceitável usar essas palavras para descrever o trabalho de um pastor, de um professor, de um ministro, etc. Mas essas palavras nunca devem ser usadas como títulos religiosos.



A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NÃO OCORREU NO DOMINGO DE MANHÃ

Uma das provas mais claras e incontestáveis que vou apresentar neste capítulo sobre as ideias erradas e as mentiras sobre Cristo é o fato de que Cristo não ressuscitou em uma manhã de domingo.



Um sinal verdadeiro

Cristo disse coisas ​​sobre sua identidade que são inquestionáveis. Ele disse que daria somente um sinal como prova de que ele era realmente o Messias.

Então, alguns dos escribas e dos fariseus tomaram a palavra, dizendo: “Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal”. Mas ele lhes respondeu e disse: “Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém não se lhe dará outro sinal, senão o do profeta Jonas, pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra”. (Mateus 12:38–40).

Cristo disse claramente que ele daria apenas um sinal para mostrar quem era o Messias, para identificar o Messias. Esse sinal era que Cristo estaria no seio da terra, na sepultura, durante exatamente três dias e três noites.

Pela maneira como isso foi escrito no idioma grego – e mais ainda no idioma aramaico – fica bem claro que Cristo estaria no seio da terra por exatamente três dias inteiros e três noites inteiras. O fato de que Cristo dissesse que ele estaria no seio da terra o mesmo tempo que Jonas esteve no ventre do grande peixe faz com que isso seja ainda mais específico. No idioma hebraico, que é o idioma em que isto foi escrito originalmente, é muito claro que três dias e três noites é um espaço de tempo de exatamente 72 horas.

Os seguidores do cristianismo tradicional têm problemas com o que Cristo disse aqui e fazem de tudo para defender suas ideias sobre esse espaço de tempo de três dias e três noites. E para isso eles mudaram até mesmo a definição de um dia e uma noite, e dizem que Cristo morreu em um ano diferente do ano em que ele morreu em realidade. Eles fazem tudo isso por uma importante razão; eles necessitam justificar e defender a história que eles contam de que Cristo foi sepultado na sexta-feira à tarde e ressuscitou no domingo de manhã.

O cristianismo tradicional ensina que no ano em que Cristo morreu o Pessach caiu em uma sexta-feira (o que não é verdade) e que seu Jesus morreu nessa sexta-feira à tarde e ressuscitou no domingo de manhã. Ninguém pode fazer com que três dias e três noites caibam nesse espaço de tempo, da sexta à tarde ao domingo de manhã. Mas isso é que eles tentam fazer. Eles dizem que isso foi o que aconteceu e que isso cumpre o que Cristo disse sobre esses três dias e três noites.

Suponhamos que, como eles afirmam, Cristo morreu na sexta-feira à tarde e foi colocado no túmulo pouco antes de anoitecer, pouco antes de começar o Shabbat semanal, e foi ressuscitado no domingo de manhã. Isso significaria que ele esteve no túmulo apenas a noite da sexta feira e a noite do sábado, apenas duas noites.

E os seguidores do cristianismo tradicional são muito criativos quando dizem que Cristo esteve na sepultura por três dias (a parte diurna desses três dias), explicando que desde que Cristo foi colocado na sepultura, quando ainda era de dia na sexta-feira, isso conta como sendo o primeiro dia. Então, segundo eles, Cristo esteve na sepultura durante todo o Shabbat semanal, e isso conta como o segundo dia. E, como eles afirmam, Cristo ressuscitou no domingo de manhã, pouco antes do amanhecer, e essa pequena parte desse dia, do domingo, conta como o terceiro dia.

Eles juntam esses espaços de tempo e dizem que isso soma três dias e três noites. Mas mesmo que eles estivessem certos e essas três partes diurnas pudessem ser contadas como três dias, ainda falta uma noite inteira no cálculo deles. E de acordo com as próprias palavras de Cristo, isso contradiz o fato de que ele é o verdadeiro Messias. Mas de acordo com o método de cálculo dos seguidores do cristianismo tradicional, o “Jesus” deles cumpriu isso estando no túmulo da sexta à tarde ao domingo de manhã.

A verdade sobre quando Cristo foi ressuscitado não é algo difícil de entender. Mas para entender isso, você precisa saber o que realmente aconteceu então e precisa entender a sequência dos acontecimentos que levaram à morte de Cristo e sua ressurreição. Esta é uma revelação incrivelmente inspiradora se você entende o que realmente aconteceu.

O ensinamento de que “seu Jesus” é o Cristo é baseado na história de que ele esteve no seio da terra apenas a metade do tempo que Josué, o Cristo, esteve realmente no seio da terra, como está escrito na Bíblia. Porque se você comparar a quantidade de tempo que os mestres e eruditos do cristianismo tradicional dizem que “seu Jesus” esteve no seio da terra com a quantidade de tempo que a Bíblia revela que Josué, o Cristo, esteve realmente no seio da terra, o espaço de tempo que eles dizem é apenas a metade do espaço de tempo que Josué, o Cristo, esteve realmente no seio da terra.

Os que acreditam que Josué é o Cristo ensinam que ele, depois de sua morte, esteve no seio da terra, na sepultura, por um espaço de tempo de exatamente três dias inteiros e três noites inteiras.

E quando falamos sobre a sequência dos acontecimentos, devemos lembrar que um novo dia sempre começa ao pôr do sol. Na época de Cristo, um dia era contado como o período de tempo entre um pôr do sol e outro pôr do sol e não de meia-noite a meia-noite.

Porque foi devido a esse método de contar os dias que os judeus queriam que as pernas dos três indivíduos que tinham sido condenados à morte fossem quebradas. Porque então eles iam morrer mais rápido e os corpos podiam ser baixados das estacas e retirados de lá antes do pôr do sol no dia do Pessach. Porque quando o sol se pôs no dia do Pessach eles começaram com a observância de um Shabbat anual; e eles não podiam fazer nenhum tipo de trabalho em um Shabbat.

Tudo isto implica muitas outras coisas e seria necessário muito tempo para explicar e mostrar a sequência dos acontecimentos de uma maneira ordenada e clara.

A celebração anual do Pessach pode cair em diferentes dias da semana, variando de ano para ano. No ano 31 d.C., o ano em que Cristo morreu, o Pessach caiu no 4º dia da semana. E de acordo com a maneira como contamos os dias hoje, isso significa que o dia do Pessach começou no pôr do sol de uma terça-feira, abrangendo a parte da noite da terça-feira e todo o dia da quarta-feira. Todo esse período de tempo é o 4º dia da semana. E no ano 31 d.C. a celebração anual do Pessach caiu nesse dia.

Nessa noite de terça-feira Cristo celebrou o que muitos chamam de “a última ceia”. Na verdade, essa foi a última vez que ele jantou, mas isso foi muito mais do que apenas um último jantar. Eles prepararam um cordeiro, assaram esse cordeiro e depois o comeram, porque assim era como eles costumavam celebrar o Pessach naquela época. Assim foi como os filhos de Israel celebraram o Pessach pela primeira vez quando eles ainda eram escravos no Egito.

E durante séculos eles continuaram celebrando o Pessach dessa mesma maneira. Eles matavam, asavam e comiam um cordeiro na noite do Pessach. Mas Cristo veio e cumpriu o verdadeiro significado desse dia. Ele veio e morreu como o Cordeiro do Pessach por toda a humanidade, para que através dele todos nossos pecados possam ser perdoados.

Essa celebração do Pessach com seus discípulos foi a última vez que o Pessach foi observado dessa maneira. Cristo e seus discípulos celebraram o Pessach como ordenado no Antigo Testamento, mas depois desse jantar Cristo instituiu o novo modo em que o Pessach deve ser observado. Já não precisamos matar um cordeiro e comê-lo nessa celebração anual. Agora o povo de Deus deve observar o Pessach da maneira que Cristo nos mostrou na última noite de sua vida como ser humano.

Agora celebramos o Pessach bebendo um pouco de vinho e comendo um pedaço de pão sem fermento. Essas coisas têm um importante significado. Mas os seguidores do cristianismo tradicional adulteraram o significado dessa observância e no lugar disso eles têm o que eles chamam de comunhão.

Bebemos um pouco de vinho e comemos um pedaço de pão sem fermento em memória da morte de Cristo, que morreu em nosso lugar. O vinho simboliza seu sangue, que ele derramou por nós, como o verdadeiro sacrifício pelo pecado. Esse sacrifício só poderia ser feito por alguém livre de pecado, alguém que fosse digno de ser o sacrifício pelo perdão do pecado. O pão sem fermento simboliza o fato de que Cristo não tinha pecado, ele não tinha “fermento” em sua vida.

Você pode ler sobre isso e entender facilmente que algumas décadas depois da morte de Cristo o apóstolo Paulo lembrou à Igreja de que maneira devemos celebrar essa observância anual. Ele disse que isso deveria ser feito da mesma forma que Cristo mostrou a primeira vez que ele celebrou o Pessach dessa maneira.

Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Josué, na noite em que foi traído [na noite do Pessach], tomou o pão [pão sem fermento]; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto [o pedaço de pão] é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. [Isto é algo que devemos fazer uma vez ao ano, na noite do Pessach]. Da mesma forma também, depois de cear, [Lucas 22:17-20] ele tomou o cálice [de vinho], dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. (1 Coríntios 11: 23-27).



Mas quando foi que Cristo morreu em realidade?

Todos reconhecem que Cristo morreu no dia do Pessach, mas nem todos estão de acordo no que se refere ao dia da semana em que o Pessach caiu no ano em que Cristo morreu. E seria necessário algum tempo para ler todas as passagens da Bíblia que falam sobre isso, mas é algo que vale a pena, porque é incrivelmente revelador ler toda a história.

O cristianismo tradicional ensina que no ano em que Cristo morreu o Pessach caiu no sexto dia da semana. Eles fazem isso porque não entendem que um dos Shabbats mencionados na narração de quando Cristo morreu não é um Shabbat semanal. Durante séculos, eles interpretaram isso da maneira errada porque eles não sabem e não entendem quando é o Pessach e o vínculo que existe entre o Pessach e os Dias Sagrados anuais que se seguem ao Pessach. Eles não entendem os Dias Sagrados que o povo judeu celebra há séculos, desde a época de Moisés. Todos esses Dias Sagrados são mencionados na ordem exata em que eles devem ser observados no capítulo 23 do livro de Levítico.

Como eu disse antes, o dia depois da celebração anual do Pessach é um Shabbat anual, um Dia Sagrado, o primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos. Eles também não entendem que o dia que antecede um Shabbat é chamado de “dia da preparação” para esse Shabbat.

No ano 380 d.C. a Bíblia começou a ser traduzida do grego e do aramaico para o latim, mas las pessoas que traduziam não entendiam os costumes dos judeus e as coisas que os judeus observavam ou simplesmente não deram importância a isso. A igreja de Roma tinha determinado que as Escrituras fossem traduzidas em um único livro e apenas para seu próprio uso. Eles então mandaram traduzir as Escrituras para o latim e essa obra ficou conhecida como Vulgata Latina.

Muitos séculos depois disso, quando a imprensa foi inventada, a Bíblia foi traduzida para outros idiomas. E isso causou mais confusão e muitos erros de tradução das coisas que estão escritas na Bíblia.

E quando esses tradutores traduziram a narração da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo, eles traduziram isto da maneira errada porque eles não entendiam o que realmente aconteceu. Ao ler sobre um dia da preparação, eles automaticamente pensaram que era o sexto dia da semana, que para nós é a sexta-feira. Mas esse não era o caso. E isso fica bem claro quando você lê a toda história.

Era o dia da preparação e o dia seguinte seria um Shabbat especialmente sagrado. Como não queriam que os corpos permanecessem nas estacas [staurus em grego] durante o Shabbat, os judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos que tinham sido pendurados e depois baixar os corpos das estacas. (João 19:31).

Se você entende o que aconteceu então, você também entende que aqui é revelado claramente o exato dia da semana em que o Pessach caiu e quando Cristo ressuscitou. E, como será demonstrado aqui, esse Dia Sagrado anual, o primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos (que é sempre depois do dia do Pessach) foi no 5º dia da semana, o dia que chamamos de quinta-feira.

Quando o sol se pôs no dia do Pessach, no 4º dia da semana (a quarta-feira), começou esse Shabbat anual: o primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos. Os judeus queriam que os três cadáveres fossem baixados das estacas e retirados de lá antes que começasse o Shabbat anual. A narração diz que eles então baixaram a Cristo da estaca e colocaram seu corpo em uma sepultura.

Havia um homem chamado José, da cidade de Arimateia, na região da Judeia. Ele era bom e correto e esperava a vinda do Reino de Deus. Ele também fazia parte do Conselho Superior, mas não tinha concordado com o que o Conselho havia resolvido e feito. José foi e pediu a Pilatos o corpo de Josué. Então baixou o corpo da estaca e o enrolou num lençol de linho. Depois o colocou num túmulo [um sepulcro] cavado na rocha, que nunca havia sido usado. Era o dia da preparação, e estava para começar o Shabbat. (Lucas 23:50–54).

E para entender isso você precisa entender a lei do Antigo Testamento e como os judeus observavam o Shabbat. Eles não podiam fazer nenhum tipo de trabalho no Shabbat. Tanto no Shabbat semanal como nos Shabbats anuais. E por isso o dia anterior ao Shabbat era um dia de preparação. Nesse dia eles terminavam todo o trabalho que eles costumavam fazer durante a semana e se prepararam para observar o Shabbat da maneira correta para assim não precisar fazer nenhum trabalho no Shabbat. É por isso que é tão importante entender o que é dito a continuação.

E as mulheres que tinham vindo com ele [com Cristo] da Galileia [a Jerusalém] também o seguiram [elas seguiram a José de Arimateia até o sepulcro] e viram o sepulcro [o túmulo] e como foi posto o seu corpo. E, voltando elas, prepararam unguentos e perfumes e descansaram no Shabbat, conforme o mandamento. (Lucas 23:55–56).

O que essas mulheres fizeram então é muito importante em toda essa história aqui. Nos versículos que acabo de citar está escrito que elas foram preparar os unguentos e perfumes para mais tarde poder levar tudo isso ao sepulcro e preparar o corpo de Cristo para a sepultura, como era o costume naquela época.

Essas mulheres não sabiam que Cristo seria condenado à morte e que ele morreria na tarde do dia do Pessach. E claro que elas não tinham preparado esses unguentos e perfumes antes. E por isso elas tiveram que esperar até que elas pudessem ir comprar as coisas necessárias e preparar tudo isso.

Quando Cristo morreu e seu corpo foi colocado no sepulcro, o dia do Pessach estava terminando e elas já não tiveram tempo para comprar as especiarias para preparar os perfumes e unguentos. Elas não podiam comprar essas especiarias no dia seguinte, porque o dia seguinte ao Pessach era um Dia Sagrado anual, um Shabbat anual.

A narração diz que elas descansaram no Shabbat. E isso deveria ser fácil de entender. Eles não podiam trabalhar no Shabbat, no dia depois do dia do Pessach. O corpo de Cristo tinha sido colocado no sepulcro pouco antes do pôr do sol no dia do Pessach. Cristo acabava de ser sepultado quando esse Shabbat anual começou. E como as mulheres não podiam trabalhar nesse Shabbat anual, elas descansaram, de acordo com o mandamento.

Mas quando foi que elas prepararam as especiarias? Elas não fizeram isso no Dia Sagrado anual depois do dia do Pessach. Elas fizeram isso no dia seguinte, que era o sexto dia da semana (a sexta-feira). Elas trabalharam nesse dia, que era o dia da preparação para o Shabbat semanal. Mas antes de começar a preparar os unguentos e perfumes para o funeral, de acordo com os costumes da época, elas tiveram que fazer algo. Há um versículo em Marcos que deixa isso bem claro.

Quando o Sabbat terminou, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé foram comprar especiarias aromáticas para ungir seu corpo [o corpo de Cristo]. (Marcos 16:1).

Aqui fica claro que as mulheres tiveram que ir comprar as especiarias primeiro para depois preparar tudo. Elas compraram e prepararam essas especiarias no dia seguinte, no sexto dia da semana. Eles não podiam comprar ou preparar isso no Shabbat.

E como os seguidores do cristianismo tradicional não entendem quando os judeus celebravam os Dias Sagrados anuais, eles interpretam isso como se fosse o Shabbat semanal. E, ao fazer isso, eles não podem ver algo que é óbvio. Porque se esse fosse o caso, as mulheres não poderiam comprar as especiarias até domingo. Mas a versão dos seguidores do cristianismo tradicional não se encaixa nessa narração, porque aqui fica claro que elas já tinham comprado e preparado essas especiarias quando elas foram ao túmulo no domingo de manhã.

Elas precisaram de todo o dia para comprar as especiarias e preparar os perfumes e unguentos. No seguinte versículo podemos ler que elas não tiveram tempo para preparar e levar tudo ao sepulcro no mesmo dia [na sexta-feira], cumprindo assim com os rituais e costumes da época, já que o corpo de Cristo tinha sido colocado às pressas no sepulcro no final do dia do Pessach. No seguinte versículo podemos ler a sequência dos acontecimentos, o que aconteceu depois disso.

E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol. (Marcos 16:2).

Esses dois versículos do livro de Marcos nos contam que as mulheres tiveram que esperar até depois do Shabbat anual para poder ir comprar e preparar as especiarias para ungir o corpo de Cristo. Elas fizeram isso no sexto dia da semana (na sexta-feira). Elas fizeram tudo isso no dia da preparação para o Shabbat semanal e depois elas descansaram novamente, porque era o Shabbat semanal. E quando o Shabbat semanal terminou já era de noite e por isso elas não foram imediatamente ao sepulcro para levar os unguentos e perfumes, porque já estava escuro. Elas só foram ao sepulcro para ungir o corpo de Cristo no domingo de manhã.

Se você entende como o Shabbat deve ser observado e compreende esse dia da preparação, então tudo nessa história se encaixa de forma clara e simples. As mulheres não podiam ir comprar e preparar as especiarias no Shabbat. E por isso elas fizeram isso no primeiro dia em que podiam fazer isso. E esse foi o sexto dia da semana (a sexta-feira).

Elas demoraram muito tempo para fazer tudo isso, e como o Shabbat semanal (o sábado) estava quase começando, elas não tiveram tempo para ir ao sepulcro e terminar de preparar o corpo de Cristo, de acordo com os costumes da época. Se elas tivessem podido comprar e preparar os unguentos e perfumes e levar tudo ao sepulcro no mesmo dia da preparação (na sexta-feira), elas teriam feito isso. Mas como elas não tinham mais tempo, elas tiveram que esperar. E elas então descansaram durante o Shabbat semanal.

O Shabbat semanal terminou depois do pôr do sol no sétimo dia e então começou o primeiro dia da semana. Mas como já estava escuro, elas tiveram que esperar até a manhã seguinte para ir ao sepulcro e levar os unguentos e perfumes.

Se você ler as narrações sobre o que aconteceu, que foram escritas do ponto de vista de quatro pessoas que testemunharam esses acontecimentos, então essa história fica ainda mais clara. É muito importante comparar o testemunho dos discípulos que presenciaram esses acontecimentos, que sabiam o que estava acontecendo. O testemunho de Mateus, Marcos, Lucas e João, que escreveram muitas coisas sobre a vida e a morte de Cristo.



O domingo depois da ressurreição de Cristo

Na narração de Mateus, podemos ver outros mal-entendidos e interpretações erróneas sobre esse Shabbat anual, o dia depois do dia do Pessach, no ano em que Cristo morreu.

Depois do Shabbat [no texto original em grego, essa palavra é usada no plural; Sabbats], no domingo bem cedo, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. (Mateus 28: 1).

Aqui Mateus afirma que os “Shabbats” já haviam passado quando Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago, foram ao sepulcro no domingo de manhã. A maioria dos tradutores traduziram mal esta palavra, como se essa palavra estivesse no singular. Mas no texto original em grego a palavra usada aqui está no plural. Imediatamente depois do Pessach, o dia em que Cristo morreu e seu corpo foi colocado no sepulcro, dois Shabbats se seguiram: um Shabbat anual e o Shabbat semanal. E aqui diz que os dois Shabbats já haviam passado quando as duas Marias foram ao sepulcro, bem cedo de manhã, quando já era o primeiro dia da semana.

Fica claro que houveram dois Shabbats nesse período de tempo. Vimos isso na narração sobre quando as mulheres foram comprar e preparar as especiarias. E também fica claro que os seguidores do cristianismo tradicional não têm em conta esses dois Shabbats nem o dia da preparação entre eles.

Saber e entender a verdade sobre esse assunto pode ser muito emocionante, inspirador e esclarecedor. Mas se durante toda a sua vida você acreditou que Cristo morreu crucificado na sexta-feira e ressuscitou no domingo de manhã, então não será tão fácil aceitar essa verdade. E isso não é culpa daqueles que foram enganados, mas daqueles que traduziram mal a Biblia e daqueles que sempre souberam a verdade, mas se recusam a ensiná-la.

Os ensinamentos e tradições sobre a pascoa contribuíram muito nessa confusão e mantiveram as pessoas na escuridão sobre quando Cristo realmente ressuscitou. Eles costumam celebrar um culto ou missa no domingo ao amanhecer porque acreditam que foi então que Cristo ressuscitou. Mas isso não é verdade.

E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra tinha sido removida do sepulcro. (João 20:1).

As outras mulheres chegaram ao túmulo mais tarde, quando o sol estava começando a nascer, mas quando Maria Magdalena e Maria, a mãe de Tiago chegaram ali, ainda estava escuro, o sol ainda não tinha nascido. Embora uma grande parte disto tenha sido traduzido de uma maneira muito estranha, a narração é muito precisa e muito clara: as duas Marias chegaram ali primeiro, enquanto ainda estava escuro, e as outras mulheres começaram a chegar com as especiarias quando o sol começou a sair. E a mensagem é a mesma; Cristo já tinha sido ressuscitado. Ele já tinha sido ressuscitado antes que elas chegassem. Ele não foi ressuscitado justo no momento em que o sol estava nascendo e muito menos logo depois que o sol nasceu. Ele já tinha sido ressuscitado antes disso!

Depois do Shabbat, tendo começado o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. (Mateus 28:1).

Depois do Shabbat, quando o sol se põe no sétimo dia da semana, começa o primeiro dia da semana. Então anoitece e fica escuro. E quando o sol nasce começa a amanhecer no primeiro dia da semana.

E depois disso, a narração diz que a pedra que mantinha fechada a entrada do sepulcro tinha sido removida por um anjo. A Bíblia diz que quando as mulheres iam caminhando em direção ao sepulcro elas estavam preocupadas porque não sabiam como poderiam remover a pedra para poder entrar no túmulo e ungir o corpo de Cristo com os unguentos e perfumes que elas tinham preparado. Mas quando elas chegaram lá, elas viram que a pedra tinha sido removida e que Cristo já não estava no sepulcro porque ele já tinha sido ressuscitado.

E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol, e diziam umas às outras: Quem removerá para nós a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, viram que já a pedra tinha sido removida; e era ela muito grande. (Marcos 16: 2-4).

E em Mateus 28 está escrito que a pedra tinha sido removida antes que elas chegassem.

Depois do Shabbat, tendo começado o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que sobreveio um grande terremoto, pois um anjo do SENHOR desceu dos céus e, chegando ao sepulcro, rolou a pedra da entrada e assentou-se sobre ela. Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. Os guardas tremeram de medo e ficaram como mortos. O anjo disse às mulheres: “Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando a Josué, que morreu pregado em um madeiro. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia. (Mateus 28:1-6).

Essa narração diz que elas foram as primeiras pessoas a saber a verdade, que Cristo já tinha sido ressuscitado. E embora isso tenha sido traduzido de muitas maneiras diferentes, o importante aqui é o fato de que quando elas chegaram no sepulcro, Cristo já não estava lá, porque ele já tinha sido ressuscitado. Em nenhum lugar na Bíblia está escrito que ele foi ressuscitado ao amanhecer. Mas isso é o que ensina e afirma a doutrina da páscoa.

Não há necessidade de ler todas as narrações dessa história, pois todas confirmam a mesma coisa. Cristo já não estava no sepulcro. Ele já tinha sido ressuscitado. E existe alguma maneira de saber quando exatamente ele foi ressuscitado? Sim!

Seria bom ler também o que Lucas escreveu sobre isso.

No primeiro dia da semana, bem cedo, as mulheres foram ao sepulcro e levaram os perfumes que tinham preparado. Elas viram que a pedra tinha sido removida da entrada do túmulo e entraram, porém não encontraram o corpo do Senhor Josué. Enquanto elas estavam perplexas a esse respeito, apareceram dois homens, vestidos com roupas resplendentes, e se colocaram ao lado delas. Elas ficaram com muito medo e se ajoelharam, levando seus rostos até o chão. Então os dois homens lhes disseram: Por que vocês estão procurando entre os mortos alguém que está vivo? Ele não está mais aqui. Ele ressuscitou! Vocês não lembram do que ele disse quando ainda estava na Galileia: “O Filho do Homem tem que ser entregue aos pecadores, ser pregado em um madeiro e ressuscitar no terceiro dia.”? Então elas se lembraram das palavras de Josué. (Lucas 24:1-8).

E agora voltemos ao assunto do que Cristo disse que seria o único sinal de quem era o verdadeiro Messias. Ele ficaria no seio da terra, no túmulo, por três dias e três noites e no terceiro dia, exatamente quando o terceiro dia terminasse, ele seria ressuscitado.

José de Arimateia colocou o corpo de Cristo no sepulcro pouco antes do pôr do sol no dia do Pessach, pouco antes que começasse o Dia Sagrado anual. Isso ocorreu pouco antes do pôr do sol, no quarto dia da semana, no final do dia do Pessach. E então começou um Dia Sagrado anual, o primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos. Isso foi no quinto dia da semana.

Isso significa que, se contamos o espaço de tempo a partir de antes do pôr do sol no quarto dia da semana até o pôr do sol no quinto dia da semana, temos o primeiro dia que Cristo esteve no túmulo. E a maior parte desse período de tempo era um Shabbat semanal.

Então, contando desde justo antes do final do primeiro dia em que ele esteve no túmulo, quando o Shabbat anual terminou, até pouco antes do pôr do sol do sexto dia, temos o segundo dia em que Cristo esteve no túmulo. sepultura. Esse dia era uma sexta-feira, o dia da preparação para o Shabbat semanal.

E contando desde justo antes do pôr do sol desse dia de preparação, que era o começo do Shabbat semanal até pouco antes do pôr do sol, temos o terceiro dia em que Cristo esteve na sepultura. Esse dia terminou pouco antes do pôr do sol, que é quando o Shabbat semanal termina.

Para cumprir o que Cristo disse sobre o Messias, que o Messias estaria no seio da terra por três dias e três noites, Cristo tinha que ser ressuscitado no final desse Shabbat semanal. Ele tinha que ser ressuscitado um pouco antes do pôr do sol desse Shabbat, quando um novo dia estava prestes a começar. Esse novo dia, depois do pôr do sol no final do Shabbat semanal, era o primeiro dia da semana, o domingo. O primeiro dia da semana (o domingo) sempre começa depois do pôr do sol no 7º dia, o Shabbat semanal.

Para cumprir o sinal que mostrava quem ele era realmente, Cristo tinha que ser ressuscitado exatamente três dias e três noites, três dias completos, depois que ele foi colocado no sepulcro. Esse espaço de tempo terminou no final do Shabbat semanal. O Cristo - o verdadeiro Messias – tinha que ser ressuscitado no final do Shabbat semanal para provar que ele era quem ele dizia ser. Ele não foi ressuscitado no primeiro dia da semana. A ressurreição de Cristo não ocorreu no domingo.



O NOME QUE DEUS PAI COLOCOU NO SEU FILHO É JOSUÉ

Na recém-fundada religião oficial do Império Romano, sob a autoridade do imperador Constantino, os seguidores dessa religião tinham o costume de chamar Cristo pelo nome de Jesus. Mas esse não era o nome pelo qual Cristo era chamado pelos discípulos e por outros na Igreja primitiva, que foi fundada no ano 31 d.C. Eles o chamavam de Josué.

O nome Jesus (Iesous em grego e que foi traduzido para o latim como Iesus) foi adotado pela igreja católica depois do ano 325 d.C. E mais tarde as igrejas protestantes, que só surgiram séculos depois disso, continuaram a usar o mesmo nome.

O nome que Deus disse que seria dado a Seu Filho depois que ele nasceu de Maria é JOSUÉ. Esse é o mesmo nome do Josué no Antigo Testamento, o homem que levou os filhos de Israel à terra prometida. Esse nome significa a salvação do SENHOR (YAHWEH). Cristo nasceu como um ser humano, em uma existência física, para ser o Cordeiro do Pessach, para ser de fato a salvação do Senhor, a salvação que Deus oferece aos seres humanos.

Qualquer pessoa que tenha estudado um pouco a Bíblia sabe que os nomes têm um significado muito importante para Deus. Quando Deus dá nomes a pessoas ou lugares, esses nomes têm um significado importante. Eles não são apenas nomes que podem parecer bonitos.

No final do século IV, a igreja católica encomendou a tradução da Bíblia para o latim. Essa tradução, que ficou conhecida como A Vulgata Latina, começou a ser usada pela igreja católica. Ao traduzir o Antigo Testamento, eles traduziram o nome de Josué como Iosue. Isto é o mais próximo ao nome Josué no idioma hebraico, que é Yehoshua. No entanto, ao traduzir o Novo Testamento para a Vulgata Latina, eles usaram um nome diferente: Iesús.

Quando o apóstolo Paulo escreveu sobre Josué, o homem que levou os filhos de Israel à terra prometida, ele usou o nome correto para Josué. Mas esse nome foi modificado nas traduções do Novo Testamento para o grego e o latim. Embora o nome Josué pudesse ter sido uma transliteração muito mais clara, como eles fizeram quando traduziram esse nome no Antigo Testamento. Mas, pelo motivo que fosse, na Vulgata Latina a igreja católica fez uma clara diferenciação entre a tradução do nome do Josué no Antigo Testamento e o nome pelo qual Cristo deveria ser chamado, mudando esse nome no Novo Testamento para Jesus.

Nos dois idiomas, eles poderiam ter traduzido esse nome mantendo o mesmo significado que o nome Josué tem em hebraico; mas eles não fizeram isso. Não obstante eles tenham traduzido corretamente a palavra “Messias” usada no Antigo Testamento como “Cristo” (Khristos) no Novo Testamento. Ambas as palavras significam a mesma coisa: o ungido. Esta é a maneira correta de traduzir as palavras, mantendo seu significado original no idioma para o qual estão sendo traduzidas.

O nome pelo qual a igreja católica chama Cristo não é uma tradução fiel, porque não transmite o mesmo significado que o nome original. Não é como a tradução da palavra “Messias”, que foi traduzida como “Cristo”. O nome Jesus não transmite o mesmo significado que o nome “Josué”. Esse nome muito menos é uma transliteração exata (uma palavra cuja pronuncia soa igual em outro idioma) do nome Josué.

Os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João foram escritos em aramaico, um idioma semítico da mesma família linguística que o idioma hebraico. Hoje em dia, a maioria dos eruditos religiosos tentam desacreditar isso, alegando que os apóstolos só escreveram no idioma grego.

Paulo escreveu aos gentios em grego, porque ele tinha estudado em Jerusalém quando ele ainda era conhecido como Saulo. Mas os discípulos de Cristo falavam aramaico porque esse era o único idioma que eles conheciam. Os líderes judeus em Jerusalém menosprezavam e zombavam dos discípulos porque os discípulos não tinham estudos. Muitos dos judeus da época, que moravam em outras regiões do Império Romano, falavam e escreviam no idioma grego, mas na época de Cristo o aramaico era o idioma usado pelos judeus na região em que os discípulos viviam.

La palavra Jesus não começou a ser usado no idioma inglês até o final do século XVII. Esse nome é uma transliteração do nome grego Iesous e do nome correspondente no latim Iesus. Mas, como eu disse antes, Iesous e Iesus não são uma transliteração fiel do nome Josué. Se eles tivessem seguido as instruções de Deus, esse nome teria sido traduzido como Josué, como o nome do Josué do Antigo Testamento, o homem que levou os filhos de Israel à terra prometida depois da morte de Moisés.

E aqui está a instrução que Deus deu sobre o nome correto que devia ser colocado no Seu Filho, traduzido da maneira correta do aramaico ao português:

Ora, o nascimento de Josué, o Cristo, foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do espírito santo. Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia deixá-la secretamente. Mas, estando ele pensando nisso, apareceu-lhe um anjo do SENHOR em sonho e disse: “José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do espírito santo. Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Josué, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o SENHOR dissera pelo profeta: “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel” que significa Deus conosco. Ao acordar, José fez o que o anjo do SENHOR lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa. Mas não teve relações com ela até que ela deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Josué. (Mateus 1: 18-25).

E agora, quase 2.000 anos depois, Deus está prestes a enviar Seu Filho como o Messias, o Cristo, para primeiro salvar a humanidade da aniquilação total e depois estabelecer o governo do Reino de Deus sobre todas as nações. O último grande erro que deve ser corrigido na Igreja de Deus, para que ela esteja totalmente preparada para a vinda de Cristo, é o nome correto de Cristo. O nome Jesus representa todas as coisas erradas que uma certa igreja que se chama cristã começou a ensinar depois do ano 325 d.C. O nome Jesus representa os falsos ensinamentos dessa igreja, representa doutrinas como a doutrina da trindade, a páscoa, o culto dominical, o natal e muitas outras coisas que não são verdadeiras e que são contrárias a Palavra de Deus.

Aquele cujos pés em breve estarão novamente sobre o Monte das Oliveiras, depois de quase 2.000 anos, é Josué, o Cristo, o verdadeiro Messias enviado por Deus para salvar a humanidade.



OUTROS ENSINAMENTOS QUE PRECISAM DE SER CORRIGIDOS

Existem outras doutrinas (ensinamentos) que não são verdadeiras e que foram transmitidas de geração em geração pelo cristianismo tradicional, como a doutrina da trindade, a existência do inferno, a imortalidade da alma etc. Vou falar sobre essas coisas no último capítulo deste livro. Mas, por enquanto, é importante que você comece a entender que essas falsas doutrinas mantêm as pessoas na escuridão e que é por isso que as pessoas não sabem nada sobre os catastróficos acontecimentos do tempo do fim, que em breve vão suceder nesta terra. Especialmente no que se refere à profetizada última guerra mundial: a Terceira Guerra Mundial.